Marketing do refrigerante em lata - parte II
Mai 15th, 2008 por Helder Encarnação
Quero partilhar convosco uma situação que presenciei ontem. Fui com uns amigos lanchar a uma pastelaria. Na mesa ao lado, o cliente pediu uma Coca-Cola Light. Trouxeram-lhe o refrigerante em lata. O freguês foi peremptório; rejeitou a bebida imediatamente afirmando que a preferiria em garrafa ou de pressão. Não havia. Falou da doença dos ratos e dos perigos de beber bebidas em lata e foi-se embora.
Lembrei-me do post que escrevi há uns meses: Marketing do Refrigerante em Lata, do qual deixo aqui um pequeno excerto:
[…] como é que a Coca-cola – ou qualquer outra empresa deste ramo de negócio – ainda não pensou numa questão que me parece importante [… .] Certamente que todos nós já recebemos e-mails ou ouvimos falar sobre pessoas que morreram contaminadas com Leptospirose (doença transmitida por ratos) após terem bebido um refrigerante em lata. A maioria dessas informações sugere que a contaminação surgiria pelo facto da a lata conter vestígios de urina de ratos, que causa a temível doença.
Há quem acredite nestas histórias e quem as refute por completo. No entanto, e mesmo que só no subconsciente, a maioria de nós fica reticente e pensa duas vezes antes de comprar um refrigerante em lata.
Julgo que a primeira empresa que viesse a público dizer “Com os nossos refrigerantes não há perigo de ser contaminado por Leptospirose ou qualquer tipo de Zoonose”, teria um sucesso incrível e um boom de vendas. Bastava delinear uma campanha de Marketing forte coadjuvada por uma de Relações Públicas. Para quem não sabe, nos anos 50 ou 60 (não me recordo exactamente da data) uma fábrica americana de cerveja subiu as suas vendas rapidamente após ter afirmado publicamente: “Nesta empresa lavamos as garrafas”. Claro que isto não quer dizer que os concorrentes não as lavassem; mas o subconsciente é poderosíssimo… […]
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