30
Dez 08

Ainda sobre a ética empresarial

A ineficácia dos códigos éticos pode dever-se à tendência de alguns em serem demasiado legalistas, outros por visarem mais o comportamento lesivo de empregados, do que o da empresa. Muitos falham simplesmente porque não são implementados de forma pró-activa, mas impostos.

Por forma a ser considerada uma empresa eticamente correcta, é necessário que o seu código de conduta traduza valores e crenças baseados na cultura da empresa em padrões específicos de comportamento ético. O cumprimento do código deve ser premiado e a sua violação punida – os gestores de topo devem dar o exemplo. Para além disso uma empresa deve fazer auditorias de ética; promover seminários de sensibilização para a ética; garantir que queixas possam ser apresentadas sem medo de represálias; ou estabelecer objectivos de desempenho realistas para os subordinados (para se olhar aos meios de atingir os fins), por exemplo.

O código ético também especifica os valores e as crenças da empresa quanto às relações e responsabilidades perante os seus diferentes constituintes (consumidores, empregados, accionistas, comunidade). Aliás, a ética empresarial também engloba o conceito de responsabilidade social, a ideia de que as empresas devem contribuir positivamente para a sociedade (um bom exemplo é dado pelas empresas que criam creches no seu espaço – o que resulta no aumento da produtividade das funcionárias).

Uma empresa eticamente correcta e com sensibilidade social recebe como dividendos o apoio da opinião pública; melhor imagem (mais vendas, melhores parceiros); lucros a longo prazo (aumento da produtividade e das vendas); maior desempenho dos empregados; menos regulação do Estado, influência social; aumento do valor das acções (aumento da confiança); prevenção de futuros problemas; redução de custos…

Tags:

Comente!


Fechar
E-mail It