Apple


15
Mar 10

Quem desdenha quer comprar

Estamos de volta! Fevereiro foi o nosso mês de férias. As primeiras em mais de dois anos! Ah, o descanso foi bom, obrigado.

E voltamos em força falando do mais recente sucesso da Apple, o iPad. A empresa da maçã fez com que o seu último aparelho de ecrã sensível se tornasse mais um dos seus objectos de desejo. E o preço não reflecte uma simples estratégia de desnatação. (Já tinha dito o mesmo no artigo Um objecto de desejo chamado iPhone.)
O marketing da empresa de Steve Jobs funciona de facto muito bem. É a ideia Think different, b(u)y Apple.
Como disse no É muito iJogo:

[...] E a empresa norte-americana prepara-se para lançar um novo produto. E já se fala disso há muito tempo. E promete ser mais um objecto de desejo. E a imprensa mundial ajudará na promoção. [...]

Já li muitas opiniões sobre este novo produto. Muitas críticas positivas, muitas críticas negativas e muitas críticas quem desdenha quer comprar (literalmente). E neste último conjunto de apreciações estará, seguramente, algum mercado.

Ora leiam estes dois artigos (e respectivos comentários): «Dia 1 – Apple estima ter vendido 120.000 iPad’s», no espaço Peopleware, e «Don’t trust the critics: Four Apple products they thought would fail», no sítio TUAW.


13
Jul 08

Um objecto de desejo chamado iPhone

Foi anteontem lançado oficialmente em Portugal o afamado iPhone. Eu até estava a preparar um artigo para a ocasião, mas o Paulo Querido, com o seu fabuloso ISHEEP, fez-me enviar 90% do meu rascunho directamente para o lixo. Da perspicaz visão que conferiu ao seu post, cito um pequeno excerto:

Steve Jobs é que sabe. É o verdadeiro hacker. Com base apenas em engenharia social, coloca a imprensa mundial a promover as vendas de um telemóvel caríssimo sem lhe pagar um cêntimo em publicidade e convence um rebanho incrivelmente dócil a 1) espalhar a messiânica mensagem e 2) a comprar um aparelho para o qual não tem dinheiro, nem agora nem para as mensalidades, julgando que é uma pechincha. […]
Os poucos que ainda são capazes de colocar os neurónios a bulir pensam, afinal custa caro, mas que se dane, EU TENHO DE TER uma coisa destas.
Está tudo justificado. Jobs tratou disso.

É de facto impressionante como o marketing da Apple funciona tão bem. É muito jogo. Fazer com que um objecto que congrega tecnologias e funcionalidades que já existiam no mercado pareça algo absolutamente novo e original, não está ao alcance de todos.

Steve Chazin, um antigo colaborador da empresa de Steve Jobs, afirma no seu eBook:

Nunca seja o primeiro a chegar ao mercado. A Apple nunca inventou nada de novo. Não inventou o PC, o leitor de mp3, a música digital, e certamente não inventou o telemóvel. O Mac, o iPod, o iTunes e o iPhone têm sucesso porque chegaram tarde ao mercado e melhoraram as funções e o design de produtos já existentes. [...]

A Apple fez com que o iPhone se tornasse um objecto de desejo. E o preço não reflecte uma simples estratégia de desnatação.

Acreditem: muitas vezes adquirimos produtos com base na imagem que queremos projectar de nós próprios a nós mesmos e aos outros. Se vos perguntarem que carro gostariam de ter, muitos de vós responderão nomeando marcas, não é? ;)


21
Mar 08

Apple: publicidade simples e eficaz

aqui observámos os segredos do marketing da Apple segundo um documento escrito por Steve Chazin, um antigo colaborador da empresa de Steve Jobs.
Vimos, na altura, que um dos factores que contribui para o inegável sucesso da empresa é a capacidade reconhecida de tornar coisas complexas em fáceis e elegantes. Isto também se reflecte inegavelmente na publicidade desenvolvida pela empresa. Exemplo disto mesmo é mais um dos vídeos inteligentes da empresa da maçã, que vi publicado no PubADdict.
Como muito bem nos diz o autor deste magnífico blogue:

Típico anúncio da Apple: simples e prático! O produto é o que importa!


7
Nov 07

Apple: Pensar mais à frente

No post Apple: Marketing e Usabilidade vimos os segredos do Marketing da Apple segundo um documento escrito por Steve Chazin, um antigo colaborador da empresa de Steve Jobs.
Hoje veremos algo que é mais um dos passos inteligentes da empresa da maçã.
Tudo começa quando Nick Haley, um fã da Apple, realizou um anúncio caseiro ao iPod Touch e o colocou no YouTube. O vídeo chegou aos olhos dos responsáveis da Apple. A empresa não hesitou. Pagou a viagem para Los Angeles a Haley e contratou-o para fazer, em conjunto com a empresa, uma versão de melhor qualidade para a nova campanha televisiva da empresa.
Eis o vídeo:

Dois artigos relacionados:

Wired: Apple Fan Goes From YouTube to Prime Time
Student’s Ad Gets a Remake, and Makes the Big Time


21
Out 07

Think different, b(u)y Apple.

No artigo Apple: Marketing e Usabilidade observámos os segredos do Marketing da Apple segundo um documento escrito por Steve Chazin, um antigo colaborador da empresa de Steve Jobs.
Hoje veremos algo que fez indubitavelmente parte da boa estratégia da Apple. Trata-se de um vídeo produzido pela conhecida agência TBWA \ Chiat \ Day, que pertence a uma campanha da empresa de há 10 anos atrás. Intitulado Think different, o vídeo procura transmitir os valores da empresa de uma forma inteligente, suportado num conjunto de imagens muito bom e num texto penetrante (obrigado Direto do Forno) :

Here’s to the crazy ones.
The misfits.
The rebels.
The troublemakers.
The round pegs in the square holes.
The ones who see things differently.
They’re not fond of rules.
And they have no respect for the status quo.
You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them.
About the only thing you can’t do is ignore them.
Because they change things.
They push the human race forward.
And while some see them as the crazy ones,
We see genius.
Because the people who are crazy enough to think
they can change the world,
Are the ones who do.

O vídeo é, na minha opinião, muito bom.


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