Benfica


9
Jan 08

Conversa onde se falava de bola

Aguardava pacientemente pela minha vez de cortar o cabelo.
Num salão à pinha, uma senhora que teria seguramente 60 anos falava apaixonadamente de futebol. Não é vulgar ver uma mulher da idade da minha mãe falar daquela forma de desporto, ainda por cima de bola. Achei fascinante.
Começou a falar do Sporting, mais particularmente do Liedson que não quis marcar umas grandes penalidades no treino. Assumiu-se sócia vaidosa de leão ao peito.

Uma outra senhora no salão, certamente adepta de uma cor clubística mais avermelhada, contrapôs tamanho regozijo com a frase: “Mas o Benfica é que é o clube com mais sócios”. Após uns longos 5 segundos de silêncio, a Sportinguista retorquiu num tom de voz nada elogioso: “Mas qualquer um hoje em dia é sócio do Benfica. Ser sócio do Sporting é especial. Não é para todos.”

Sendo este um blogue sobre marketing, o que terá esta conversa de barbeiro cabeleireira a ver com a temática que aqui se debate? Na verdade nada. Ou melhor: directamente, nada. Mas fez-me pensar numa analogia com um qualquer produto no mercado. Julgo que será relevante, para quem tenha uma empresa e queira investir em marketing, retirar algumas considerações das palavras da protagonista deste post.
As pessoas gostam de exclusividade, de se sentirem parte de um núcleo peculiar onde só os especiais têm acesso. Gostam, também, de contar aos amigos o bom negócio que fizeram com aquele produto que mais ninguém conhece.
Não convém confundir a promoção de um produto com a vulgarização do mesmo.

Não quero dizer que seja este o caso do Benfica. O marketing do Benfica tem feito, na minha opinião um óptimo trabalho em vários aspectos. Além do mais, nunca falaria mal do meu Benfica, o Glorioso!


17
Dez 07

Benfica: novo emblema?


Li hoje no jornal Briefing que o Sport Lisboa e Benfica terá aberto um concurso para a mudança do seu logótipo, tendo consultado, segundo o jornal, pelo menos três agências para o efeito.
Confesso que fiquei surpreendido com a notícia. Fiquei a pensar que motivações teriam levado o clube a tomar tal decisão. É que modificar o símbolo a uma marca como a do Benfica acarreta toda uma série de mudanças ao nível de variadíssimos elementos da identidade corporativa (para além de, obviamente, não ser tarefa fácil. E gerir opiniões adversas de adeptos nem se fala.). Quando muito – embora não me pareça essencial – bastaria efectuar apenas um restyling do logótipo, ao exemplo do que a Coca-Cola fez dezenas de vezes. Se repararem, a marca nunca mudou o original que Frank Mason Robinson criou em 1885. Apenas o foi adaptando ao longo dos tempos.
Contudo, o Benfica desmentiu a notícia por intermédio de Ricardo Sampaio Maia, director de comunicação do clube da Luz.
Ricardo Maia afirmou ainda:

O actual emblema do Benfica foi ligeiramente reformulado em 1999, respeitando, ainda assim, as linhas originais. Ganhou, nessa alteração, um reposicionamento da águia.


Fechar
E-mail It