Buzz Marketing


28
Jun 08

Joss Stone: o buzz da pirataria

No post Nine Inch Nails: Marketing de raiva falámos da satisfação de Trent Reznor, vocalista da banda Nine Inch Nails, em relação ao fim da ligação desta com a editora Interscope. Reznor, queixando-se dos abusos da editora e dos altos preços que os discos da banda atingiam no mercado, chegou a apelar ao “roubo” de CDs num concerto em Sydney, Austrália.
Agora é a vez de Joss Stone se mostrar a favor da pirataria de música na Internet.

A cantora britânica Joss Stone considerou, numa entrevista recente, que a pirataria musical na Internet é «brilhante», encorajando os fãs a partilharem as suas músicas.
«Penso que é óptimo […,] adoro. Penso que é brilhante […]» «A música devia ser partilhada. […] A única parte acerca da música que eu não gosto é o negócio que lhe está associado. Agora, se a música for gratuita, então não existe negócio, existe apenas música. Por isso, sou a favor, e acho que devíamos partilhar» […] «Não há problema se uma pessoa a compra, a grava, a partilha com os amigos, não me importo. Não me interessa como a ouvem desde que a ouçam. Desde que venham ao meu espectáculo, e passem um bom bocado a assistir ao concerto ao vivo está tudo bem. Não me importo. Fico contente por a ouvirem»

Joss Stone sabe criar buzz pela polémica. Só nos comentários ao post no Peopleware, constatamos pessoas que se tornam fãs apenas pelas declarações da artista. De certeza absoluta que passarão a palavra sobre a cantora britânica.

As editoras necessitam forçosamente de alterar o seu modelo de negócio sob pena de enfrentarem adversidades ainda maiores. Importa, principalmente, que vejam a Internet como uma oportunidade e não como uma ameaça.


18
Mar 08

Buzzmarketing de desinfestação

Contava-me hoje o Sérgio uma história curiosa. Numa empresa prestadora de serviços de desinfestação, dois colegas resolveram mudar o rumo às suas vidas. Ambos decidiram aproveitar o conhecimento adquirido e a experiência acumulada para fazer emergir duas novas empresas baseadas no mesmo modelo de negócio da entidade para a qual laboravam até então. Cada um seguiria o seu próprio rumo, começando do zero.
Os tempos passaram e, desde o início das respectivas actividades até aos dias de hoje, um deles congregou sempre mais sucesso que o outro. A razão é muito simples e prende-se com a adopção de uma estratégia eficaz de buzzmarketing logo à partida: enquanto um comprou um carro comercial convencional, colocando lá o nome da empresa, actividade desenvolvida e contactos, o outro quis fugir à norma e despoletar o “passa palavra”. Adquiriu uma carrinha alta, colocando em cada painel uma imagem gigante de uma barata, um rato e uma aranha.
Sendo um pouco assustador e esquisito, o certo é que não passava despercebido e esse era, justamente, o objectivo. E funcionou. Como diz o Mark Hughes, se fizermos um marketing convencional, teremos resultados convencionais. Importa fazer algo extraordinário, para que possamos almejar resultados extraordinários.


28
Jan 08

Fazer marketing usando a palavra bitch

Estava a ver hoje no canal VH1 um programa que elencava uma série dos grandes hits musicais dos anos 90. A dada altura, surge o tema “Bitch” (“Cadela”, na sua tradução mais soft) do álbum de 1997 “Blurring the Edges” de Meredith Brooks.
A cantora norte-americana, coadjuvada certamente por um batalhão de marketers, encontrou incontestavelmente uma forma de conseguir vender muitos discos: o buzzmarketing. Despoletando um interesse natural das pessoas em passar a palavra sobre a sua atrevida e polémica canção, instigou o crescimento da sua carreira de forma exponencial.
Será que o seu produto precisa de um abanão deste género? E que tal gerar um pouco de buzz?


5
Out 07

Radiohead: In Rainbows & Marketing

Os Radiohead, banda britânica autora da obra-prima OK Computer, delineou um genial plano de promoção ao seu novo álbum, In Rainbows.
Sob o lema “It’s up to you” (qualquer coisa como “É convosco”), a banda permite que os seus fãs escolham quanto querem pagar pelo download do seu sétimo álbum, que será lançado a 10 de Outubro próximo, mas cuja venda antecipada já se iniciou no passado Domingo (30 de Setembro).
O comprador é que define o preço que acha justo pela obra. Poderá até não pagar nada se assim o entender.
Recorde-se que a banda britânica tem total liberdade de vender o seu disco em edição de autor, após a cessação do contrato com a editora EMI em 2005.
Para os que pensam que todos quererão o disco gratuitamente, leiam este artigo do Diário de Notícias na sua edição on-line. Transcrevo apenas uma pequena parte das declarações de Murray Chalmers, um representante da banda:

[…] a grande maioria dos visitantes encomendou a discbox (com dois CD e dois discos em vinil), com edição marcada para 3 de Dezembro. Quanto ao download (disponível a partir do próximo dia 10, sem preço fixo além de uma taxa de menos de um euro pela transferência de ficheiros), tem sido pago como se de um álbum distribuído por uma loja habitual se tratasse. “Apesar de o álbum estar à venda pelo preço que o fã desejar, poucos são os que não pagam um valor semelhante ao de um disco em retalho normal” […]

Numa altura em que a indústria musical atravessa uma crise de vendas que se arrasta desde há alguns anos, impulsionada maioritariamente pelo download ilegal de músicas, importa criar novos modelos de negócio que travem esta situação. E a solução adoptada pelos Radiohead é, na minha opinião, uma óptima estratégia. Primeiramente, originarão indubitavelmente um buzz que irá espalhar a mensagem muito mas muito rapidamente. Seguidamente, construirão uma base de dados gigantesca de fãs (para fazer o download há que deixar o e-mail), que servirá certamente para anunciar novos produtos de merchandise os quais poderão ser pagos e trazer mais algum retorno financeiro.
É ou não uma boa estratégia de marketing?


Fechar
E-mail It