Geral


30
Jun 10

Sem roupa

Leio na edição on-line do jornal diário Correio da Manhã que «Vinte pessoas despem-se para ganhar roupa»:

O mote foi dado por uma loja de roupa. No dia da inauguração, esta terça-feira às 13h00, os primeiros 20 clientes que aparecessem no centro comercial Gran Plaza, no Porto, completamente despidos tinham direito a ser premiados com peças de roupa. [...]

Boa iniciativa. Embora não seja obviamente uma ideia original no mundo, é interessante começar a arriscar mais por cá.


29
Jun 10

… e chegou a Internet.

Li no grande blogue Comunicadores a entrada «Como a Internet Mudou a Propaganda», que é ilustrada por um video com o mesmo nome. Muito bom. Não percam.

Um interessante vídeo que traz uma breve história dos meios de comunicação até chegar na internet, mostrando como ela revolucionou a forma de compartilhar informações e de fazer propaganda. [...]


23
Jun 10

Enoturismo: o marketing

Sendo condição sine qua non a existência de vinha e produção de vinho para o desenvolvimento do enoturismo numa região, esta poderá não ser suficiente para a criação de um produto completo. Daí que o desenvolvimento deva começar com o marketing porque o motor do marketing, são as necessidades dos clientes. Os promotores devem compreender o que os clientes desejam, quais os benefícios que procuram, pois sem mercado não há venda de produto.

Para além de estudar os potenciais clientes, deve-se conhecer os actuais e estabelecer com eles uma relação sustentável (relationship marketing). Toda a adega devia elaborar uma base de dados que incluísse os nomes e contactos de cada visitante, especialmente os que compraram vinho e outros produtos. Tal base de dados é essencial para os esforços promocionais de follow-up, incluindo informação sobre novos produtos e actividades promovidas pela adega.

O ambiente de concorrência, particularmente entre pequenas adegas, preconiza ainda a segmentação do mercado que consiste no agrupamento de turistas em categorias específicas com desejos homogéneos. Esta tornar-se-á cada vez mais uma importante ferramenta do planeamento de marketing estratégico para o desenvolvimento do turismo, sobretudo, a nível regional. A segmentação representa uma adaptação do produto e do esforço de marketing às necessidades do consumidor.

É a partir da análise dos mercados que se escolhe o valor a criar. Um perfil irá informar sobre a natureza dos benefícios procurados pelos melhores clientes, e quais os produtos, serviços, e mensagens de comunicação que irão atrai-los.

Concomitantemente, como muito do marketing e promoção do vinho e turismo parecem testemunhar, quando uma pessoa compra vinho estão a adquirir muito mais do que um produto físico, estão a consumir imagens, estilos de vida, experiências e lugares.
Neste âmbito, a classificação Denominação de Origem Controlada oferece potencial para uma marca regional e consequente imagem do destino.
O sistema DOC, identifica um produto que retira a sua autenticidade e a sua tipicidade da sua origem geográfica. Hoje em dia, os turistas procuram a autenticidade, o saber fazer, os particularismos de cada território e o encontro com quem lhes dá forma.


19
Jun 10

Enoturismo como produto turístico

Como produto turístico, o desenvolvimento do enoturismo é confrontado com um número de questões críticas, entre as quais:

  • Secundarização do turismo como actividade na indústria do vinho;
  • Visão dominante de concentração no produto de produtores e marketers do vinho;
  • Falta de experiência e compreensão dentro da indústria do vinho sobre turismo, e subsequente falta de capacidades empreendedoras com respeito ao marketing e desenvolvimento do produto, qualidade do serviço e compreensão do comportamento do consumidor;
  • Falta de coesão dentro da indústria do vinho, e entre a indústria do vinho e a indústria do turismo.

Como consequência, o enoturismo tem sido desenvolvido sob uma orientação de produto. Um dos maiores problemas no desenvolvimento da relação entre as indústrias do vinho e do turismo, é que muitas associações da indústria do vinho não reconhecem o potencial da indústria do turismo para aumentar as vendas do vinho. O seu produto é o vinho e não as experiências que o consumidor possa associar ao seu consumo, e para muitas adegas, os visitantes são mais amantes do vinho do que turistas.


17
Jun 10

Enoturismo e enoturistas

O vinho é mais do que uma actividade agrícola. Tradição centenária em Portugal, o vinho está perfeitamente integrado nos nossos hábitos alimentares, na nossa cultura, reflectindo-se em muita da nossa produção artística popular e erudita. Partir à descoberta dos vinhos portugueses e do meio em que são produzidos é um excelente pretexto para ficar a conhecer também a gastronomia, o artesanato, o património paisagístico e arquitectónico, as gentes e suas tradições.

A investigação conduzida sobre o tema tem-se concentrado na oferta do enoturismo, enquanto que a natureza dos enoturistas — as suas motivações e intenções e como podem ser efectivamente segmentados — tem sido negligenciada, sobretudo na Europa, por comparação com os estudos realizados no Novo Mundo.
As características dos actuais enoturistas, incluindo demografia e comportamento de compra, devem ser determinadas para uma melhor compreensão do que constitui “enoturismo” e de forma a desenvolver o produto. Alguns investigadores tentaram criar um perfil generalista do enoturista, contudo não existe um único, estereotipado turista. Até mesmo o conceito de enoturista é posto em causa nalgumas pesquisas. Para além disso, é preciso ter em conta as diferenças culturais em termos de atitude em relação ao vinho que podem condicionar a experiência do consumidor.


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