Sendo condição sine qua non a existência de vinha e produção de vinho para o desenvolvimento do enoturismo numa região, esta poderá não ser suficiente para a criação de um produto completo. Daí que o desenvolvimento deva começar com o marketing porque o motor do marketing, são as necessidades dos clientes. Os promotores devem compreender o que os clientes desejam, quais os benefícios que procuram, pois sem mercado não há venda de produto.
Para além de estudar os potenciais clientes, deve-se conhecer os actuais e estabelecer com eles uma relação sustentável (relationship marketing). Toda a adega devia elaborar uma base de dados que incluísse os nomes e contactos de cada visitante, especialmente os que compraram vinho e outros produtos. Tal base de dados é essencial para os esforços promocionais de follow-up, incluindo informação sobre novos produtos e actividades promovidas pela adega.
O ambiente de concorrência, particularmente entre pequenas adegas, preconiza ainda a segmentação do mercado que consiste no agrupamento de turistas em categorias específicas com desejos homogéneos. Esta tornar-se-á cada vez mais uma importante ferramenta do planeamento de marketing estratégico para o desenvolvimento do turismo, sobretudo, a nível regional. A segmentação representa uma adaptação do produto e do esforço de marketing às necessidades do consumidor.
É a partir da análise dos mercados que se escolhe o valor a criar. Um perfil irá informar sobre a natureza dos benefícios procurados pelos melhores clientes, e quais os produtos, serviços, e mensagens de comunicação que irão atrai-los.
Concomitantemente, como muito do marketing e promoção do vinho e turismo parecem testemunhar, quando uma pessoa compra vinho estão a adquirir muito mais do que um produto físico, estão a consumir imagens, estilos de vida, experiências e lugares.
Neste âmbito, a classificação Denominação de Origem Controlada oferece potencial para uma marca regional e consequente imagem do destino.
O sistema DOC, identifica um produto que retira a sua autenticidade e a sua tipicidade da sua origem geográfica. Hoje em dia, os turistas procuram a autenticidade, o saber fazer, os particularismos de cada território e o encontro com quem lhes dá forma.
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