Marketer


31
Dez 08

Arrisque!

Arrisque! – nem que o faça somente por uma vez. Não tema o risco nem deixe que o medo lhe passe uma rasteira que atire as suas ambições ao chão. Porém invista! Invista em decisões do momento, faça um mini-plano em cima do joelho. Não estude, nem recorra a livros da especialidade, tampouco ausculte conselhos de marketers experientes com conhecimentos inegáveis. Esqueça o marketing-mix por um tempo. Navegue contra a corrente.

Ensinaram-lhe a projectar tudo? Claro. Porém muitas vezes o tempo despendido a delinear um plano de marketing é tanto que, enquanto está ocupado na sua elaboração, alguém lhe passa a perna e corre para a meta a uma velocidade estonteante.

Ah, toda a sua concorrência está a tomar decisões ponderadas, planificadas até ao mais ínfimo pormenor? Não seja igual a eles. Ouse ser distinto. Proceda diferentemente. Talvez parte do problema resida em todos agirem do mesmo modo.

Bom, atravessamos uma crise. Certamente, mas os seus concorrentes também sofreram com a crise. Se arriscar, não cortando no marketing, poderá captar os clientes dos adversários. Conhece melhor maneira de ganhar quota de mercado do que estar sozinho perante um determinado público-alvo a promover o seu produto?

Feliz ano novo!


27
Dez 08

Reunião de emergência

Reparem bem nesta situação. Dois colaboradores de uma dada empresa debatem, numa reunião de emergência, um relatório que reporta uma situação difícil no seio da organização. Discutem variadíssimos pontos, de uma forma enérgica, clara e directa, sem quaisquer pedantismos de termos técnicos. Downsizing, merchandising, factoring, outsourcing, benchmarking, renting, upgrading ou networking são alguns dos vocábulos focados. Ah!, já me ia esquecendo de «encorning com o vizinho do 3º esquerdo», e semelhantes expressões (específicas do ramo) utilizadas para insultar como «enxerting de porrada». À atenção de marketers.


26
Dez 08

O verdadeiro marketing

Num noticiário televisivo de há dias, um responsável pelos sindicatos da administração pública (perdoem-me a falta de acurácia) classificou de «marketing político» o anúncio, por parte do Governo, da linha de crédito destinada a ajudar os funcionários públicos mais necessitados financeiramente.
Grafei classificou para não escrever catalogou, pois pareceu-me que o dirigente conferiu um tom negativo ao conceito marketing. Isto não me espanta; muito do que a sociedade tem de menos bom é atribuído ao marketing – e no campo político este facto é ainda mais evidente.
Muitas pessoas não conhecem o verdadeiro marketing: aquele que lhes faz querer um telemóvel que também serve para fazer chamadas, por exemplo. Mas a culpa não é delas.
O importante é que as acções dos (verdadeiros) marketers não dêem azo a este tipo de ideias para que a ideia negativa que algumas pessoas têm em relação ao conceito se desvaneça.


21
Dez 08

Da Lapónia para o mundo: o marketing do Pai Natal

O Natal está mesmo aí à porta. A esta hora, o Pai Natal estará seguramente a ultimar os preparativos para sair da fria Lapónia iniciando, ao exemplo dos anos anteriores, o seu périplo anual à volta do mundo. Acompanhado pelas suas inseparáveis renas (que seria do trenó sem elas?), o simpático velhote adepto do Benfica não gorará as expectativas de quem nele depositou a confiança de um ano.
O Pai Natal é o melhor marketer que conheço. Este ancião de barbas brancas e fato vermelho consegue – de uma forma hábil e, convenhamos, sem mexer uma palha – que todo o mundo fale dele e da sua quadra. É de tal modo influente que quase todas as empresas o acenam com contratos publicitários. Ah!, melhor de tudo: estimula o incremento, em larga escala, das vendas de produtos de gamas tão díspares como chocolates do Ambrósio ou habitantes da Cidade dos Brinquedos. Está em todo o lado e sei, de fonte segura, que nem precisa de conselhos de gurus de marketing.


28
Nov 08

Tão simples quanto isto

Qualquer marketer sabe que todos nós, enquanto consumidores, compramos sonhos. Sabe que a embalagem que envolve os produtos terá que ser composta de histórias que queremos e escolhemos ouvir, acreditar e, por isso mesmo, divulgar. (E somente as melhores histórias e ideias é que sobrevivem e se espalham.)
O marketer sabe então que, na grande maioria das vezes, compramos a história agregada a um produto, não apenas o produto.

[...] A SCC [Sociedade Central de Cervejas] vai manter o investimento publicitário. É essencial. Vendemos sonhos, desígnios e esperança. O produto é a experiência funcional mas a marca é emocional. A verdadeira experiência. [...]

Quem o diz é Nuno Pires, responsável pela estratégia de marketing de todas as marcas da SCC. Tão simples quanto isto.


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