Marketing de Guerrilha


6
Jan 08

Marketing de Guerrilha – Best of 2007

O advento do denominado marketing de guerrilha é atribuído a Jay Levinson que, em 1984, edita o livro “Guerrilla Marketing” lançando o debate em torno do conceito. Como já vimos aqui no blogue, este tipo de marketing, que se relaciona grandemente com técnicas de buzzmarketing e marketing viral, baseia-se fundamentalmente na adopção de uma estratégia anti-marketing tradicional, actuando fora dos parâmetros “normais” do marketing e utilizando também técnicas pouco convencionais.
Na sua essência, o marketing de guerrilha procura não promover a campanha nos canais de comunicação tradicionais e utiliza poucos recursos (tempo, dinheiro).

Este conceito de marketing era aplicado inicialmente por empresas pequenas que não tinham o budget dos líderes de mercado do seu ramo de negócio. No entanto, devido à generalizada descrença do consumidor no marketing tradicional, cada vez mais empresas líderes de mercado, que naturalmente dispõem de budgets mais altos, acabam por recorrer a este tipo de marketing.

Para acabar o post em beleza, deixo-vos um vídeo que vi no xiscando, elaborado pelo blogue italiano Bloguerrilla. Aqui estão reunidas cenas do que de melhor foi feito em 2007 no que ao marketing de guerrilha diz respeito.


24
Out 07

Editora perde livros de propósito

Li no Sim, Viral. um artigo sobre uma ideia extraordinária.
Para promover o livro “A Unidade dos Seis – O Herdeiro Especial” da escritora Cristina Castellar, a jovem editora brasileira Zeiz apostou em algo diferente.
Diz-nos Ziggy:

Ao invés de ficar somente no tradicional lançamento em livrarias com a presença do autor autografando os livros […, a editora] “Perdeu” 150 exemplares da obra em diversos pontos de São Paulo. Quem achar vai se deparar com um adesivo logo ao abrir o livro.

Olá!!! Você é o mais novo participante da campanha perca um livro – Este livro foi perdido de propósito. Para saber mais acesse o site http://livr.us, digite o código abaixo e seja um membro da campanha.

A acção constitui um bom exemplo de marketing de guerrilha, baseando-se fundamentalmente na adopção de uma estratégia anti-marketing tradicional, fugindo aos parâmetros “normais” do marketing, utilizando claramente técnicas pouco convencionais.
A campanha tem um suporte online: o livr.us, que nos dá as boas vindas com a mensagem:

Perca, ache, leia, rastreie e incentive o bookcrossing por
seu bairro, sua cidade, seu país e seu mundo.

Muito bom.

Perca um livro


23
Set 07

Soltem os prisioneiros

Vi no Ads of the World (aconselho vivamente uma visita a este site) uma campanha da Amnistia Internacional sustentada no propósito de alertar consciências para o facto de muitas pessoas continuarem a ser injustamente encarceradas por questões ideológicas. A acção de guerrilha, criada pela agência polaca TBWA, denuncia concomitantemente as condições desumanas que muitos desses presos inocentes enfrentam por este mundo fora.  No cartaz pode ler-se: “Thousands are held prisoners for their beliefs in places worse than this. Write until you free them all”. Traduzindo: “Milhares são mantidos prisioneiros pelas suas crenças em locais piores que este. Escreva até que os consiga libertar a todos”.

Campanha da Amnistia Internacional


20
Set 07

Precisa de um corte de cabelo?

Já aqui falámos do conceito Marketing de Guerrilha. Vimos que se baseia substancialmente na adopção de uma estratégia anti-marketing tradicional, afastando-se dos parâmetros “habituais” do Marketing, e utilizando técnicas pouco convencionais. Além disso, pode ser desenvolvida com um baixo budget.

A acção “Need a top Chop?” desenvolvida pela agência britânica mda:creative não foge à regra.

A campanha, que pretende promover o salão de cabeleireiro The Hairdressers em Cheshire, Inglaterra, conjuga uma foto da cabeça de uma mulher e um arbusto de modo a parecer cabelo. Debaixo da cabeça, surge a informação “Precisa de um corte de cabelo?” seguido do número de telefone do salão.

Need a Top Chop?


27
Ago 07

Marketing de Guerrilha

O Marketing de Guerrilha, ao contrário do que porventura se possa conjecturar, não é um conceito recente.
O seu advento é atribuído ao autor Jay Levinson que, em 1984, edita o livro “Guerrilla Marketing” lançando o debate da temática. Relacionando-se grandemente com técnicas de Buzzmarketing e Marketing Viral, baseia-se fundamentalmente na adopção de uma estratégia anti-marketing tradicional, fugindo aos parâmetros “normais” do Marketing, e utilizando técnicas pouco convencionais.
Na sua génese, o Marketing de Guerrilha sustenta-se em vários pontos basilares. Referirei apenas dois deles: o primeiro, o facto de procurar não promover a campanha nos canais de comunicação tradicionais e, o segundo, o pormenor da utilização de poucos recursos (tempo, dinheiro).

Este conceito de Marketing era aplicado inicialmente por empresas pequenas que não tinham o budget dos líderes de mercado do seu ramo de negócio. No entanto e, paradoxalmente, o Marketing de Guerrilha tem sido acrescentado ao Marketing Mix de empresas líderes de mercado que dispõem de budgets altíssimos. Vêem na ideia uma forma clara de aumentar a sua notoriedade, numa sociedade em que um número cada vez maior de pessoas reconhece as estratégias do Marketing tradicional procurando fugir delas…

A revista Forbes publicou um artigo (em inglês) no qual tece 10 óptimas tácticas de Marketing de Guerrilha. A não perder.
Finalmente, aqui fica como exemplo uma campanha recente de Marketing de Guerrilha. Trata-se da promoção do novo Nokia N95. Site oficial da campanha: www.jealouscomputers.com

Vejam o que se segue e digam o que pensam deste tipo de campanhas. Vejam todas as imagens e vídeos aqui no site oficial da campanha.

Ataque de um computador enfurecido


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