Foi com alguma surpresa que li no aletp e no Meios & Publicidade a notícia que, em 2006, apenas 15% das campanhas de marketing viral redundaram em sucesso pleno, ou seja, conseguiram atingir o objectivo basilar da estratégia que é conseguir com que os consumidores espalhem a mensagem definida para a campanha.
Viral Marketing: Bringing the Message to the Masses (Marketing Viral: Levando a mensagem às massas) é o nome do estudo, realizado pela Júpiter Research.
Segundo noticia o Meios & Publicidade,
o relatório concluiu que a técnica mais usada para estimular o comportamento viral foi focar o público com influência [… e] cerca de 55% dos marketeers ouvidos ponderam abandonar esta táctica no próximo ano
Atente-se, agora, na razão do fracasso:
De acordo com os dados da Jupiter Research, os utilizadores da internet mais propícios de reencaminhar mensagens publicitárias são os “relativamente mais velhos”, comparativamente aos grupos mais jovens. Enquanto os últimos utilizam com maior frequência as redes sociais, os consumidores maduros mostraram dar um uso superior ao e-mail e ao vídeo. Significa, portanto, que “o marketing viral está a alienar das campanhas o público-alvo tradicional para os seus produtos e marcas”. Por outro lado, ao apostar nas ‘social networks’, esquece que estes canais têm quebras de utilização muito abruptas, que comprometem a transmissão das mensagens.
Posto isto, que futuro aguarda o marketing viral? Com esta percentagem baixíssima de sucesso e cerca de 55% dos marketeers a ponderarem desistir de o aplicar, enfrentará o vírus um declínio prematuro?
Será assim tão complicado desenvolver uma campanha bem sucedida?
Para terminar, aconselho a leitura do artigo que o António Dias escreveu aqui e também aqui sobre uma conhecida campanha de marketing viral.
Leiam também este artigo do Felipe Senise sobre o marketing viral. É uma abordagem muito original à temática e, no final, explana algumas razões conducentes ao fracasso de uma campanha deste género.
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