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	<title>Mercadologia &#187; Posicionamento do Produto</title>
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	<description>Seja irresponsável. Leia sem moderação.</description>
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		<title>Pacote de Sonho com Produto Incluído &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Nov 2007 22:59:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Encarnação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posicionamento do Produto]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando li a notícia Alimentos saudáveis com regras apertadas no Diário de Notícias on-line, lembrei-me dos tempos em que fiz dieta para perder peso.
Nessa altura, a minha preferência era, naturalmente para produtos light. Consegui perder peso, é um facto, mas sempre juntando o regime alimentar ao exercício físico. Recordo-me, porém, de amigos meus dizerem “Isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando li a notícia <a href="http://dn.sapo.pt/2007/11/05/sociedade/alimentos_saudaveis_regras_apertadas.html" title="Notícia no Diário de Notícias on-line">Alimentos saudáveis com regras apertadas</a> no Diário de Notícias on-line, lembrei-me dos tempos em que fiz dieta para perder peso.<br />
Nessa altura, a minha preferência era, naturalmente para produtos <em>light</em>. Consegui perder peso, é um facto, mas sempre juntando o regime alimentar ao exercício físico. Recordo-me, porém, de amigos meus dizerem “Isso é tudo igual…”. Curiosamente, um dos iogurtes que eu mais comia para me curar da ausência de doces era um tal com sabor a <em>cheesecake</em> de limão. No início, ele tinha 39 calorias por 100 gramas. Depois, passou a ter à volta de 70. O mesmo iogurte. Questionei-me do que se teria passado. Regulamentação? Legislação apertada? Nunca soube. Mas fiquei, sinceramente, um pouco céptico em relação a isso…<br />
Também muitas vezes reparava que certos produtos, pelas suas embalagens de cores claras, pelas imagens com fitas métricas ou com corpos esbeltos, pretendiam passar por produtos <em>light</em>.<br />
Mas adiante. A razão de ser deste post é um regulamento extremamente rigoroso da Comissão Europeia, elaborado no final de 2006, que entrou em vigor este ano.<br />
Com esta nova legislação e, segundo o <a href="http://dn.sapo.pt/2007/11/05/sociedade/alimentos_saudaveis_regras_apertadas.html" title="Notícia no Diário de Notícias on-line">DN On-line</a>,</p>
<blockquote><p>Sabia que marcas como a <em>Longa Vida</em> têm os dias contados, caso não provem cientificamente que estão, de facto, a contribuir para que os consumidores vivam mais? E que figuras pública ou médicos a promover os benefícios para a saúde de determinado alimento deixará de ser um cenário possível? E sabia também que será eliminado da publicidade e dos rótulos as promessa de perda de peso ao fim de determinado período de consumo de um produto?<br />
[…] As regulação estende-se também às alegações feitas através de &#8220;representação pictórica, gráfica ou simbólica&#8221;.</p></blockquote>
<p>Não tenho mais a acrescentar. A ser de facto assim, trata-se de um novo paradigma a nascer.<br />
Isto tem tudo a ver com o artigo <a href="http://www.mercadologia.org/pacote-de-sonho-com-produto-incluido/" title="Artigo Pacote de Sonho com Produto Incluído">Pacote de Sonho com Produto Incluído</a>. Daí o título do post.</p>
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		<title>Mini-Market(ing)</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 19:21:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Encarnação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posicionamento do Produto]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sagres]]></category>
		<category><![CDATA[Super Bock]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo das cervejas tradicionalmente chamadas de mini anda à procura de novos mercados e de um novo posicionamento. Desde há uns tempos para cá que a mini se vem associando a eventos que concentrem jovens, transmitindo-lhes uma imagem renovada da “pequenina” cerveja.
Atente-se no caso da Sagres. A Central de Cervejas convidou a Dasein para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo das cervejas tradicionalmente chamadas de mini anda à procura de novos mercados e de um novo posicionamento. Desde há uns tempos para cá que a mini se vem associando a eventos que concentrem jovens, transmitindo-lhes uma imagem renovada da “pequenina” cerveja.<br />
Atente-se no caso da <a href="http://www.cervejasagres.pt/" title="Site Oficial da Cerveja Sagres">Sagres</a>. A <a href="http://www.centralcervejas.pt/" title="Site da Central de Cervejas">Central de Cervejas</a> convidou a <a href="http://www.dasein.pt/" title="Site da empresa de design Dasein">Dasein</a> para conceber uma edição comemorativa dos 35 anos da Mini Sagres. A edição foi pomposamente chamada de <em>Designer’s Edition</em> (repare-se no aspecto <em>fashion</em> da coisa e na tentativa de captar nova atenção do mercado). A Mini Sagres tem, igualmente, um site dedicado a um conceito apelidado  de<em> </em><a href="http://http://www.sagresminimovment.pt/" title="Site Sagres Mini Movment"><em>Sagres Mini Movment</em></a>.</p>
<p><img src="http://www.mercadologia.org/ficheiros/mini-sagres.jpg" title="Mini Sagres - Designer's Edition" alt="Mini Sagres - Designer's Edition" height="277" width="480" /></p>
<p>Depois, a Mini está a ser cunhada de outra imagem: “refrescante”. Com efeito, a ideia “refrescante” é utilizada pelas duas marcas de cerveja que dominam as vendas, a Sagres e a <a href="http://www.superbock.pt/" title="Site Oficial da Super Bock">Super Bock</a>, nas suas campanhas mais recentes.<br />
Concentremo-nos agora na Super Bock Mini, que <a href="http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=843540&amp;div_id=1728" title="Artigo da Agência Financeira">alcançou uma quota de 18% este ano</a>. A <a href="http://www.unicer.pt/" title="Site da Unicer">Unicer</a>, para tentar ganhar ainda mais quota de mercado lançou, a 16 de Agosto, um filme publicitário de nome “Casal” sob o lema “A rapidinha que refresca”.<br />
Tirando a ligação óbvia com o tema sexo, o que me saltou à vista foi o trocadilho “rapidinha” associado ao Alentejo, região erradamente ligada à lentidão das suas gentes. Parece-me muito batido o trocadilho… Mas o que o anúncio tem de curioso é o facto para o qual o Sérgio (vejam o seu site de <a href="http://www.menu-vegetariano.com/" title="Menu Vegetariano">receitas vegetarianas</a>) me elucidou: o vídeo decorre ou simula decorrer no Alentejo, região que bebe maioritariamente mini da Sagres&#8230;<br />
Vocês tiram as vossas ilações.<br />
Além do canal de comunicação televisivo, esta campanha, cifrada em cerca de 3,5 milhões de euros, terá também cerca de 12 mil outdoors, publicidade na imprensa e na Internet.<br />
Leiam este post do Napoleão Mira: &#8220;<a href="http://pulanito.blogspot.com/2006/08/o-elogio-da-mine_18.html" title="O elogio da mine">O elogio da mine</a>&#8220;&#8230; É tão delicioso como uma mini fresquinha&#8230;<br />
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oNE3tO6tQ34"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/oNE3tO6tQ34" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
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		<title>Pacote de Sonho com Produto Incluído</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Aug 2007 22:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Encarnação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Posicionamento do Produto]]></category>
		<category><![CDATA[Seth Godin]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro que sugerimos esta semana, “As Mentiras do Marketing”, de Seth Godin, é um livro extraordinário. Lê-se quase que de uma assentada, pois apenas tem 176 páginas e não se consegue parar de ler. É um livro cativante sustentado por um suporte online. Traduzindo literalmente o título da sua versão original, “All Marketeers are [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O livro que sugerimos esta semana, “<a href="http://www.presenca.pt/catalogo_ficha_livro.asp?livro=4042" title="Link para o livro">As Mentiras do Marketing</a>”, de <a href="http://www.sethgodin.com/sg/" title="Site de Seth Godin">Seth Godin</a>, é um livro extraordinário. Lê-se quase que de uma assentada, pois apenas tem 176 páginas e não se consegue parar de ler. É um livro cativante sustentado por um <a href="http://www.allmarketersareliars.com/" title="Blog de Seth Godin inspirado no livro">suporte online</a>. Traduzindo literalmente o título da sua versão original, “All Marketeers are Liars” obtemos “Todos os marketeers são mentirosos”. Ousado de Godin apresentar assim a sua obra, ele que é dos mais conceituados estudiosos do Marketing na actualidade. Todavia, ao longo do livro, Godin esclarece: os bons profissionais de marketing não mentem, são contadores de histórias. Concomitantemente, sugere que são os consumidores que mentem a si próprios para justificarem as suas acções. Esta será a ideia embrionária do artigo de hoje.<br />
A qualidade de um produto ou um serviço é determinada frequentemente antes da compra. Um bom marketeer (pelo menos competente) saberá envolver os produtos com uma embalagem de sonhos e histórias que queremos e escolhemos ouvir, acreditar, e divulgar. O facto de muitas vezes comprarmos por impulso coadjuva a situação.<br />
Significa dizer que, na maioria das vezes, compramos uma história agregada a um produto, não apenas o produto. Certamente que já ouvimos alguém dizer: “Bom, comprei uma camisola, que me custou uma fortuna. Já se sabe, pagamos a marca…”. Pois é, pagamos muito mais que a marca. Pagamos a história agregada a essa tal camisola.</p>
<p>Um dos sonhos que ultimamente se vende muito é o da saúde. Tal como refere a autora Catarina Carneiro de Brito no Jornal de Negócios de 10 de Julho passado:</p>
<blockquote><p>&#8220;Nas grandes superfícies, além de víveres, vendem-se sonhos. O mais comum é o da saúde. Há iogurtes que têm elementos que actuam na flora intestinal, outros que não engordam, águas com fibras solúveis que fazem perder apetite, margarinas com nutrientes para o crescimento e desenvolvimento cerebral, azeites com antioxidantes naturais que ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares. Tudo em prol da saúde.”</p></blockquote>
<p>Esta estratégia de posicionamento do produto só sobrevive porque existe uma preocupação clara no consumo de produtos saudáveis e light (ou numa tendência mais actual, <a href="http://www.mercadologia.org/coca-cola-light-e-igual-a-zero/" title="Vide artigo Coca-cola Light é igual a Zero?">produtos zero</a>). Nós escolhemos comprar a história, o desejo e o sonho associados a esta compra.</p>
<p>Em suma, como defende Godin, ou nos propomos a contar histórias que se espalhem ou tornamo-nos irrelevantes.</p>
<p>Digam de vossa justiça. Que exemplos têm de que algumas vezes terem comprado um pacote de sonho com um produto lá dentro?</p>
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		<title>Coca-cola: Light é igual a Zero?</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Aug 2007 20:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Encarnação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coca-cola]]></category>
		<category><![CDATA[Nicho de mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Posicionamento do Produto]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2005, a Coca-cola Zero é apresentada nos Estados Unidos. Em Maio de 2007 a marca, que é seguramente das mais conhecidas no mundo, lança este novo produto em Portugal. A primeira coisa que pensei quando vi a campanha publicitária da marca foi qual seria a diferença entre a nova Zero e a velhinha Light? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2005, a Coca-cola Zero é apresentada nos Estados Unidos. Em Maio de 2007 a marca, que é seguramente das mais conhecidas no mundo, lança este novo produto em Portugal. A primeira coisa que pensei quando vi a campanha publicitária da marca foi qual seria a diferença entre a nova Zero e a velhinha Light? Bom, ambas não têm açucar. Ambas têm aspartame para o substituir. Melhor, ambas têm o mesmo teor em calorias. Então qual a diferença entre elas? Pelos vistos, segundo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Coca-Cola_Zero" title="Link para artigo da Coca-cola zero na Wikipedia">este artigo da Wikipedia</a>, a Zero é baseada na fórmula da versão normal do refrigerante, ao contrário da Light.</p>
<p>Tenho amigos que afirmam que a Zero e a Light têm um sabor diferente. Outros dizem que sabe exactamente à mesma coisa. Qualquer que seja  a diferença de sabor entre as duas, o que é certo é que a Zero apresenta uma simples mas excepcional estratégia de marketing. Senão repare-se: nem todas as pessoas associam a Cola Light como não tendo açucares (como comprova um pequeno &#8220;estudo&#8221; que fiz junto de amigos meus). Além disso, Light é um produto virado para um mercado essencialmente feminino e importa captar mercado masculino. No entanto, todos afirmam que a Zero é mesmo zero açucares.</p>
<p>Somando a isto a campanha publicitária envolvida por mais uma música feita por encomenda, capta-se consequentemente um novo mercado que rejeitaria, <span style="font-style: italic">à priori</span>, a Cola normal por ser demasiado calórica e a Light por não ter o mesmo sabor.</p>
<p>Qual a vossa opinião? Terão as duas o mesmo sabor e a estratégia visará apenas captar algum nicho de mercado? Será que a Zero canibalizará a Light? Qual o posicionamento deste produto?</p>
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