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Jun 09

Cineturismo

No seguimento da apresentação oficial do projecto “Picture Portugal” encabeçado pelo actor Joaquim de Almeida (http://www.pictureportugal.com/), recomendo a leitura do livro “Film-Induced Tourism” de Sue Beeton. A obra resulta de cinco anos de estudo sobre os aspectos positivos e negativos do cineturismo, e inclui exemplos conhecidos como a filmagem de “O Senhor dos Anéis”, na Nova Zelândia.
O cineturismo, isto é, a visita a locais onde foram rodados filmes ou séries de televisão não é um fenómeno novo, remontando ao turismo literário e sendo por isso considerado uma forma de turismo cultural. Exemplos do poder de atracção destes locais são as visitas guiadas aos hotspots de séries como “Seinfeld” ou “Sex and the City”, de filmes como “Braveheart” ou “Harry Potter” e ainda aos estúdios de Hollywood.
Reconhece-se agora que a filmagem de obras de ficção tem influência no imaginário do público sobre os locais eleitos, assumindo-se como uma importante ferramenta de marketing. Niki Macionis, outra estudiosa do cineturismo, refere três conceito a considerar: Place (atributos locais, paisagens, cenário), Personality (actores, personagens, celebridades) e Performance (enredo, tema, género).
Igualmente de interesse será a conferência que traz a Portugal Philip Kotler: “Portimão International Conference on Marketing Places” (http://www.portimaomarketingplaces.com/). A não perder, já no próximo dia 24 de Junho!

2 comments

  1. Primeiro quero-te dar os parabéns pelo excelênte tema do tópico. Já tinha ouvido falar deste projecto, em que o Joaquim de Almeida dá a cara, e penso que poderá ser uma excelente aposta, visto que devido à nossa variada topografia, é possivel realizar vários filmes utilizando inumeros cenários diferentes. Sem falar no em termos turisticos. Com este tipo de exposição, atrevo-me a dizer, que será incalculável o retorno económico para o nosso país. Mas não podemos esquecer o degaste social e cultural que sofrem estes destinos, principalmente se não seguirem os principios do Turismo sustentável, algo que temos observado no Algarve ao longo dos anos. Mas como me considero uma pessoa positiva, e confiante no profissionalismo e competência de todos os profissionais de turismo activos na região, acho que esta é uma boa aposta.

    Irei, com certeza, ler o livro que recomendas, parece-me bastante interessante.

  2. Marisa Serrenho

    Obrigada Mariana pelo teu comentário. A tua preocupação com os potenciais danos colaterais deste tipo de turismo é válida, sobretudo dada a história do desenvolvimento turístico no Algarve, em que se avançou com projectos, nomeadamente de construção desenfreada, sem olhar aos efeitos no ambiente (natural e social). Por este motivo escrevi o post, para contribuir para a pesquisa e reflexão sobre o tema, alertando para a necessidade da tomada de decisão ter como base estudos de impacto, afim de se implementarem projectos responsáveis e sustentáveis.

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