Já abordei cá no blogue a questão da relação entre a actual (?) crise e o marketing. Nos posts Breves notas sobre marketing em tempos de crise e Arrisque! pretendi transmitir a ideia de que, em tempos de crise, a solução não é calar, mas sim fazer-se ouvir.
Num mundo em que é preciso que chova a cântaros para que muitas empresas, marcas e marketers se lembrem de Santa Bárbara (vide artigo A falta de objectividade), é importante alertar para a necessidade de mudanças na forma de ver esta nobre arte de satisfazer clientes.
Eu até estava a preparar outro artigo a propósito desta problemática, mas o João Pinto e Castro, com o seu maravilhoso «Marketing Tótó», fez-me recuar na minha intenção. E ainda bem! Da sagaz visão que conferiu ao seu post, cito um excerto:
Os conselhos de marketing que ouvimos por estes dias resumem-se quase só a isto: cuidem de responder às necessidades de consumidores empobrecidos propondo-lhes versões mais económicas dos vossos produtos e serviços.
Não se precipitem. O facto de a economia portuguesa cair globalmente 3,5% (é a previsão mais recente, creio eu) não significa que todos os mercados vão cair 3,5%. Não é assim em épocas de crescimento, nem vai ser assim agora.
[...]
Logo, este é, antes de mais, o momento de ceder aos tótós os mercados em retracção e de concentrar tão rápido quando possível todos os nossos recursos e atenções naqueles mercados ou segmentos com maior potencial de crescimento e rentabilidade.Ao nível microeconómico é isso mesmo que significa sair da crise. Quando houver mais gente a cuidar do futuro do que do passado, aí a economia globalmente considerada voltará a entrar nos eixos.