I Congresso Internacional SPA, Thalassa, Thermae, Saúde e Qualidade de Vida
Mar 10th, 2008 por Marisa Serrenho
Nos dias 6, 7 e 8 de Março decorreu em Faro, no anfiteatro da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, o I Congresso Internacional SPA, Thalassa, Thermae, Saúde e Qualidade de Vida organizado com o apoio do Turismo de Portugal.
Aspectos técnicos de implementação e benefícios físicos e psicológicos à parte, retirei como principais ilações que se trata de um produto que depende muito de uma estratégia integrada. Desde a sua localização e decoração do espaço e materiais utilizados, passando pelas ementas, aos uniformes e à etiqueta dos funcionários, tudo deve contribuir para a criação de um ambiente de relaxamento e para o retemperar de corpo e mente.
Nesta matéria, dos centros visitados no âmbito do congresso, o de melhor execução é para mim, o inserido no The Lake Resort, em Vilamoura. Logo no corredor de acesso sente-se o incenso. O centro desenvolve o conceito de uma experiência holística, enquadrada numa viagem aos cinco continentes. Cada sala tem uma decoração, som e tratamento que corresponde a um continente. Dá-se grande valor aos pormenores e aposta-se numa relação de proximidade e confiança com o terapeuta.
O Turismo de Saúde, ou melhor, de Bem-estar, soube adaptar-se aos tempos e posiciona-se como acção preventiva e não curativa, ou ainda uma educação preventiva pelo transmitir de valores, atitudes e comportamentos, sobretudo quando extensível à alimentação (ex. Thalassoterapia), o que o torna atractivo a faixas etárias mais jovens. Por outro lado, ao ir para além do conceito mais físico de beleza e forma, atrai cada vez mais homens, numa sociedade assolada pelo que se designa “Building Syndrome”, uma outra fonte do já conhecido stress. As máximas de Seth Godin são bem ilustradas neste campo, pois trata-se de elaborar um bom enquadramento para o produto.
Quanto à segmentação económica houve divergências. Neste aspecto, falhou a participação de uma docente da ESGHT ao defender veemente a democratização dos centros, o que não foi bem recebido por empresários e Turismo de Portugal, como pude testemunhar. De facto, para a actividade turística em Portugal, e no Algarve particularmente, o Turismo de Bem-Estar pretende ser um diferenciador e visa atrair um consumidor com elevado poder de compra e não massificado, não sei até que ponto interessa democratizá-lo e em que termos.
De qualquer das formas, estamos ainda numa fase embrionária em comparação com os EUA e a Ásia, apontados como os principais modelos. Por isso, iniciativas como este Congresso são bem-vindas!
Se é novo por aqui, subscreva o feed RSS do blog. Obrigado pela visita!