Quero partilhar convosco uma situação que presenciei hoje na FATACIL (Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa. A propósito, tocamos lá amanhã! Apareçam!).
Num expositor que vendia peças de bijutaria, uma visitante pediu excitadamente para tocar numa pulseira Pandora. Trouxeram-lhe uma “que era igual, mas muito mais barata”. A freguesa torceu o nariz. Disse peremptoriamente: “Se é mais barata por alguma razão é… Sei que é imitação, porque esta traz os berloques e a Pandora não. Assim não tem piada”. Perguntou mais do que uma vez se havia uma pulseira “sem nada”. Não havia. Foi-se embora indignada.
Pois é. Bem que me disseram que o que esta peça de bijutaria tem de tão especial é que se pode montar a gosto. E as pessoas adoram poder personalizar algo! Reparem: mesmo mais barata e já com os berloques, esta pulseira não tinha tanto valor quanto a original. Porquê? Neste caso, porque os ornamentos podem representar acontecimentos que, quer sejam especiais ou triviais, acarretam sempre um valor simbólico. Depois, há a questão do preço: um produto mais caro tende a ser mais valorizado.
Moral da história: compramos muitas vezes uma história agregada a um produto, não somente o produto. Isto é marketing.
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“…Moral da história: compramos muitas vezes uma história agregada a um produto, não somente o produto. Isto é marketing…”
Nem mais, e acontece mais vezes do que pensamos. A próxima vez que comprarem seja o que for, pensem, o que me levou a comprar x em detrimento de y. Por vezes, ficamos surpreendidos com as respostas que damos a nos mesmos e garanto que até podem mudar de hábitos de compra em alguns produtos, depois deste “exercício mental”.
Esqueci-me,
E a nível profissional pensem e perguntem aos consumidores, porque razão compram os produtos da concorrência em vez dos meus?
Esta deve ser uma das primeiras “tasks” que se deve colocar na lista “to do”, quando se começa a gerir um produto ou serviço, mas infelizmente ás vezes nem a última é, não se faz e pronto
Olá PG,
Plenamente de acordo nas duas opiniões. No entanto, no primeiro caso, só quando há uma dissonância cognitiva é que os consumidores de questionam se foi certa ou errada a compra.
Um abraço