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Abr 08

Marketing verde: não convém abusar

O badalado termo marketing verde começa a ter uma abrangência de mercado correspondente a um nicho cada vez maior. Mas não convém abusar, como muitas vezes tenho dito.
Este pequeníssimo apontamento serve apenas de ponto de partida ao artigo Estudo da Nielsen adverte para os perigos do marketing verde da autoria de Filipe Pacheco, do Meios & Publicidade, do qual retiro um excerto para lançar a debate:

O excesso de acções de marketing ligadas ao posicionamento ecológico das marcas poderá constituir um perigo para as empresas, adianta um estudo da Nielsen, citado pelo Marketing News. A invasão de mensagens “verdes” por parte dos anunciantes, prossegue o estudo, começa a ser encarada como uma estratégia corporativa pouco eficaz tendo em conta que os “blogueiros vão condenar rapidamente este tipo de acções quando suspeitarem que as empresas distorcem o impacto das suas políticas ambientais com agressivas campanhas de relações públicas”. […] Quando são abordadas as políticas ambientais das empresas, 25 % das conversações estabelecidas na internet giram em torno das contradições das acções de marketing das grandes companhias globais. Este é um sério aviso às marcas que estão a apostar em grandes campanhas do denominado marketing verde como a Coca-Cola, a Renault ou a Wal-Mart, que estreou esta semana a maior acção de marketing verde da sua história.

4 comments

  1. O grande problema não é o marketing verde. É as empresas gastarem milhões em uma campanha para mostrar como elas estão alinhadas com a consciência ecológica ao invés de realmente investir nisso…
    É trocar o dinheiro que daria para construir uma estação de tratamento de resíduos por uma mega-campanha mostrando como a empresa adora o meio ambiente.

  2. Helder Encarnação

    Estou completamente de acordo, Rodrigo. É passar das palavras e manobras de diversão aos actos.

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