Millennium bcp: Marca em Risco?
Ago 28th, 2007 por Helder Encarnação
Julgo que não será novidade para ninguém a crise que o Millennium bcp tem vindo a atravessar, até pela exposição mediática do caso.
Não é minha intenção extrapolar aqui as razões da crise que aflige o maior banco privado do país, mas sim analisar os impactos da crise ao nível do Marketing. Segundo este artigo do Diário Económico, o banco estará já a perder clientes e contratos para os seus principais concorrentes, principalmente ao nível das áreas de financiamento a grandes empresas.
No entanto, num artigo do Diário Económico na sua edição de ontem, vários especialistas em Marketing afirmam que a crise não afectará a quota de mercado do banco, tampouco a marca. Quando muito, afectará a imagem.
Um excerto do artigo:
Uma marca não se constrói num ano e não se destrói num dia, dizem os ensinamentos do Marketing, recordados por Carlos Coelho, presidente da Ivity, contactado pelo Diário Económico, para comentar os danos que esta crise terá trazido à imagem do Millennium bcp.
A maioria dos entrevistados afirma que, nesta fase, é escusado fazer comunicação para já. O ideal será deixar passar a tempestade e, na bonança, esclarecer os clientes actuais e tentar cativar os potenciais.
Apenas um dos inquiridos afirma que deverá ser feita uma campanha desde já para que se possa minimizar os efeitos da crise.
Uma coisa é certa: a marca é certamente das mais reconhecidas do país, e parece-me óbvio que o banco será sempre afectado por uma situação deste género.
Qual a vossa opinião? A marca resistirá a estas contrariedades? E vós, leitores clientes do Millennium bcp, tendes alguns receios?
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Eu não estou muito preocupado já que o futuro do banco não mostra nada que possa vir a ser preocupante, a única questão em causa é mesmo quem vai ficar a mandar no maior banco privado do país e embora isso possa causar actualmente alguma instabilidade que se vai reflectir na prestação do banco em bolsa e até na carteira de clientes bastará certamente a questão ficar definitivamente resolvida sem margem para duvidas que o banco retomará o seu ritmo normal.
Uma questão mais importante é mesmo o fracasso da OPA sobre o BPI e os efeitos que isso poderá ter sobre o futuro não só do BCP como do próprio BPI já que o mercado português começa a tornar-se pouco para manter o crescimento que seria necessário a bancos destas dimensões pelo que seria importante ver estes bancos a procurarem posições no estrangeiro.
ora ai esta “…procurarem posições no estrangeiro.” é isto que outros bancos no estrangeiro o fazem e com sucesso, podemos ver o caso dos espanhóis, com o exemplo do Banco Santander, entraram em portugal e um tempo depois, pau, passa para cá o totta. Assim ficamos com menos um banco, de capital português.
@Dextro: Concordo quando dizes “[...] embora isso possa causar actualmente alguma instabilidade que se vai reflectir na prestação do banco em bolsa e até na carteira de clientes [...]“. A questão é justamente essa instabilidade. É negativo o banco perder clientes devido a esta situação. Não duvido, como dizes, que o banco “retomará o seu ritmo normal”, até porque seria bastante difícil destronar uma instituição com esta envergadura por causa de uma questão como esta. Mas continuo a pensar que a marca sofrerá sempre um pouco.
Se a OPA se tivesse concretizado, teríamos um grupo BCP ainda mais forte. Claro que a situação traria algumas vantagens mas, na minha opinião, Portugal ainda precisa de mais concorrência a nível bancário para que o consumidor saia cada vez mais beneficiado. É isto que se passa com todos os ramos de negócio: mais concorrência redunda em preços mais baixos, melhores condições, melhor atendimento, e num maior beneficio do consumidor.
A unica coisa a estimular a concorrencia entre os bancos portuguêses é a entrada dos espanhois no mercado porque eles entram com ofertas competitivas e os Portuguêses vêm-se forçados a retaliar.
O BCP só avançou para a OPA sobre o BPI devido ao falhanço das aquisições que o banco tentou na Europa de leste (não me lembro bem do pais). A OPA surgiu portanto como a forma mais rapida do BCP aumentar a sua massa critica para ganhar algum protagonismo face aos espanhóis.