Conferência Internacional de Marketing Places – o debate?
Partindo da minha considerável experiência como frequentadora de conferências e seminários, permito-me concluir o meu relato da CIMP incluindo considerações e sugestões sobre a organização do evento.
A recepção e acompanhamento dos convidados foram excelentes, incluindo o transporte até à zona do almoço no Vai e Vem de Portimão. A estrutura tecnológica de suporte foi deveras impressionante, desde o palco que uma tela para projecção dos diapositivos alternando com imagens dos oradores discursando, passando pela tradução simultânea, até à impressão imediata dos certificados de presença, accionada por código de barras que constavam dos badges.
Contudo, a distribuição dos convidados pelos restaurantes de peixe assado junto à zona ribeirinha, embora “politicamente correcta”, resultou numa dispersão desigual que não promoveu a ambicionada discussão de ideias entre académicos, empresários e instituições. De facto a partilha de conhecimentos e experiências ficou aquém das expectativas, incluindo uma mesa redonda, coxa e triangular. Ou seja, na realidade houve uma sessão de perguntas dirigidas unicamente aos oradores presentes no palco. Porventura, será apenas uma questão de designação da sessão. Por outro lado, a conferência que pretendia marcar o arranque da elaboração do Plano de Marketing Territorial de Portimão, assumiu (previsivelmente) dimensões regionais e nacionais, ensombradas pela conjuntura de crise.