“O que fazias pela Selecção?”, este é o mote do passatempo da Cerveja Sagres, um dos principais patrocinadores da Selecção Nacional de Futebol, no âmbito da campanha para o Mundial de Futebol de 2010.
Na minha humilde opinião é uma iniciativa brilhante, na medida em que apela à criatividade e sentido de humor de um povo a precisar de estímulo positivo. Contudo, verifico que o interesse futebolístico ofuscou uma questão talvez mais relevante para a nossa portugalidade… a Língua. Pesquisei na Internet a pergunta de partida com curiosidade de ver que comentários surgiam associados. Ao contrário das minhas expectativas, e de forma infeliz, encontrei vários comentários negativos à Selecção, mas nenhum sobre o erro gramatical presente na pergunta de partida.
Creio que a formulação correcta da pergunta é: “O que farias pela Selecção?”. Uma vez que se apresenta a acção como uma hipótese, o modo verbal a ser empregue é o Condicional. É um facto que na oralidade o modo condicional é pouco utilizado, porém julgo que, dada a exposição das suas mensagens, os anunciantes e as agências devem agir segundo um princípio de responsabilidade social e divulgar o certo e não promover o erro (excepção feita, é claro, aos casos em que a reprodução do erro faz parte da estratégia criativa, mas assim dever-se-á sinalizar a deturpação com itálico, aspas, etc.).
Apesar da crítica, construtiva, faço um mea culpa em relação à redacção deste post, pois não sei se alguma vez irei conseguir respeitar o novo acordo ortográfico!
Steve Moore é um baterista admirável. Além de dominar a arte de bem percurtir, é dono de uma coordenação extraordinária que lhe permite, ao mesmo tempo que toca, fazer malabarismo e… dançar. Vejam o video (viral) abaixo, em que a banda norte-americana Rick K. & The Allnighters toca “Sharp Dressed Man” dos ZZ Top. Steve Moore – Mad Drummer Inc., como ele próprio se intitula, arrasa. Não verão apenas a célebre baqueta jogada ao ar ao estilo de Roger Taylor ou Mike Portnoy…
Sendo este um blogue sobre marketing, o que terá esta conversa a ver com a temática que aqui se debate? Tudo. Como disse na entrada Arrisque:
[...] toda a sua concorrência está a tomar decisões ponderadas, planificadas até ao mais ínfimo pormenor? Não seja igual a eles. Ouse ser distinto. Proceda diferentemente. Talvez parte do problema resida em todos agirem do mesmo modo. [...]
Partilho convosco uma palestra de Sir Ken Robinson, um estudioso de assuntos ligados à criatividade, inovação e cultura, sobre o sistema educacional da sociedade ocidental.
É uma reflexão bastante actual e pertinente sobre o papel das instituições de ensino no desenvolvimento dos seres humanos como seres reprodutores e privados de alternativas, ao invés de seres criativos e criadores.
Em sequência do post anterior, partilhamos agora convosco uma entrevista com os criativos por detrás do anúncio da Old Spice, Craig Allen e Eric Kallman, da agência Wieden + Kennedy. O anúncio é um filme sem cortes que demorou três dias a gravar.
O novo anúncio do desodorizante Old Spice está a gerar grande buzz nos EUA. O actor que o protagoniza foi convidado no talk-show da Ellen DeGeneres, onde partilhou o entusiasmo pelas propostas de trabalho que tem recebido devido ao anúncio. É a prova de como a publicidade pode ajudar a rejuvenescer uma marca.
Veja aqui o anúncio original e uma paródia ao mesmo que bem poderia ser um spin-off da Apple. Depois, vá directamente ao YouTube divertir-se com outros anúncios da Old Spice, igualmente geniais.