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Red Bull procura guionistas

No post Apple: Pensar mais à frente vimos como a Apple utilizou de uma forma inteligente um anúncio caseiro que Nick Haley, um fã da marca, realizou e colocou no YouTube.
No artigo de hoje, veremos como a Red Bull pretende utilizar os seus consumidores numa perspectiva de crowdsourcing sob a forma de um concurso.
Através do site Red Bull Tall Story Contest os utilizadores são convidados a escrever o guião do próximo spot da marca, que será produzido pela agência Kastner & Partners. Os argumentos deverão focar um mito, lenda ou história e transformá-los de modo a incluir a Red Bull lá pelo meio. O concurso, publicitado na Internet, na imprensa e na rádio, finda a 31 de Dezembro e está direccionado ao mercado britânico.

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Será do sutiã?

É incontestável a importância da Internet na promoção de ideias, produtos ou serviços. As marcas têm ao seu dispor algo extraordinariamente poderoso quando, obviamente, utilizado da melhor forma.
Este artigo do Rafael Amaral no seu blog Sem Rótulo corrobora o que acabei de dizer. Atente-se no sucesso do vídeo abaixo no YouTube. Trata-se da campanha da Playtex que, em menos de 3 meses, conseguiu mais de 4.300.000 visualizações, recebeu 187 comentários e foi considerada favorita por parte dos utilizadores por 519 vezes. Extraordinário, não vos parece? Será do sutiã?

Marketing invisível

Ultimamente, muito tenho ouvido falar de marketing invisível. Ora aí está um conceito curioso. Consiste basicamente em colocar pessoas famosas num ambiente de compras normal, fingindo serem meros consumidores. Isto tem um quê de subliminar, não vos parece? Carecerá de ética?
Vamos a um exemplo prático que aconteceu comigo. Ontem fui a uma perfumaria. Nessa loja, estava uma senhora muito conhecida da nossa praça que adquiriu um artigo de uma determinada marca. Logo depois da famosa abandonar o local com o perfume, deviam ter visto a quantidade de mulheres que testaram uma amostra da fragrância. Algumas adquiriram-no.
Para que esta situação fosse marketing invisível, a marca teria que obviamente ter pago algo à figura pública. Não me pareceu.
No entanto e, num mundo em que a confiança do consumidor perante o marketing tradicional cai vertiginosamente, não se admirem se virem cada vez mais figuras públicas a comprar produtos que necessitam de ser promovidos; a usar t-shirts com marcas ou mensagens das marcas; ou a usar sacos de compras da loja X ou Y. Afinal de contas, na mente do consumidor e, perante tais situações, os famosos não estão a promover nada, não é?

Dove mostra como se faz

Li hoje no Meios e Publicidade sobre a nova campanha da Dove. Trata-se do Dove Reality Diaries, um diário virtual onde quatro adolescentes, Sydney, Chelsea, Jordyn e Irene, exteriorizam as suas dúvidas, preocupações, pensamentos e opiniões sobre assuntos habituais de raparigas nestas idades: família, escola, amigos, rapazes, beleza ou imagem.
Esta acção insere-se na iniciativa Fundo Dove para a Auto-Estima pertencente à Campanha por Beleza Real da marca:

Devido aos media e às influências da vida quotidiana, as raparigas de todo o mundo querem ser mais magras, mais altas, mais loiras, terem um peito mais definido. Veja como o fundo Dove para a Auto-Estima, ajuda jovens raparigas a superar esses ideais limitativos ao colocar o mundo da beleza no devido contexto.

É excepcional a forma de comunicação da marca com o público. Cria laços muito bons e bastante fortes de proximidade.
João Pinto e Castro teceu um extraordinário comentário a um vídeo recente da Dove que é indubitavelmente a melhor forma que encontro de concluir o artigo:

De vez em quando, porém, lá surge uma campanha como esta da Dove que quase nos reconcilia com a profissão. O que ela faz, afinal é bem simples: limita-se a dar voz ao sentimento confuso mas genuíno de muita gente - que, por isso mesmo, a aceita e com ela se identifica. E sabem que mais? Até funciona!

Guinness: para além da cerveja

Vi no Ad(dicted) no post Guinness - Tipping Point, um vídeo espectacular da Guinness produzido pela agência britânica AMV BBDO. O anúncio, intitulado tipping point, redunda de um investimento de cerca de quinze milhões de euros e serve de presente de comemoração dos 80 anos de existência da marca de cerveja preta irlandesa mais famosa do mundo.

Para conseguirem este efeito espectacular de dominó, foram usadas seis mil peças de dominó, dez mil livros, quatrocentos pneus, setenta e cinco espelhos, cinquenta frigoríficos, quarenta e cinco armários e seis carros.

Muito, muito bom.

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