Se há negócio florescente nos dias que correm é a banca. Todos os dias nascem novos balcões nos sítios mais recônditos e a batalha pela conquista de clientes está cada vez mais ao rubro.
A banca em Portugal recolheu nos últimos anos lucros fabulosos, fruto de uma política de grande dinâmica, mas também originando um clima de salve-se quem puder.
Na pequena povoação em que vivo, abriram recentemente mais dois bancos, e mais dois estão planeados para aqui assentar arraiais, o que faz com que uma pequena localidade de não mais de 2.500 habitantes passe de repente a ter 6 instituições bancárias (e num futuro próximo 8), que no seu dia a dia têm que se digladiar por conseguir a sua quota de mercado.
Hoje fui abordado telefonicamente por duas entidades bancárias, que me afiançavam ter sido contemplado com um crédito de um valor que não havia pedido ou necessitado.
No mesmo dia, tentei fechar uma conta com outra instituição, fi-lo por telefone, primeiro veio o funcionário do call center, depois veio o seu superior imediato que por sua vez ainda chamou o director que finalmente me demoveu da minha intenção suicida de fechar a conta em tal prestimosa entidade, oferecendo-me para o resto da minha vida a anuidade gratuita do meu cartão de crédito e ainda uma percentagem da facturação que fizer a creditar no extracto do mês seguinte.
No mesmo dia recebi por correio um cheque de uma outra instituição insinuando que o poderia depositar na minha conta o valor astronómico com que me presenteava.
Concordo que deva haver uma dinâmica própria, mas a coisa começa a roçar a agressividade o que me deixa algo surpreendido, até porque a banca sempre foi algo conservadora nos métodos de abordagem, estando agora a utilizar processos que há bem pouco tempo seriam impensáveis.
De qualquer modo o negócio do “vil metal” veio para ficar e multiplica-se agora fisicamente em cada esquina, em cada aparelho de telefone ou em cada terminal de computador, locais esses, onde os mais incautos estão à mercê das técnicas mais sofisticadas de modo a que não cheguemos a ver a cor do nosso dinheirinho.
Bertol Brecht disse um dia: Se é crime assaltar um banco, crime maior será abrir um banco!
O que acham?
Tenho a certeza que já todos vimos alguém a fazer um balão enorme com um preservativo. Mas um em forma de caracol é, convenhamos, algo original.
É justamente isso que o novo vídeo da Durex exibe para promover o preservativo retardante performa. Sob o slogan The delay condom (o preservativo demorado, que retarda), a agência britânica McCann-Erickson foi ao píncaro da originalidade e divertimento nesta acção. Julgo que para este tipo de temática, este tipo de promoção mais cómica funciona sempre muito melhor que uma mais séria, que tende, muitas veres, em caminhar para o enfadonho.
[...] dificilmente este comercial vai te dar vontade de correr pra uma concessionária e comprar um VW
De facto a nova campanha do modelo Jetta do “carro do povo” é um pouco (ou muito) estranha. Não consigo perceber a intenção da mesma. Será apenas causar riso? Acho é que poderá causar repugnância… Ou será dirigida a algum target específico?
A acção foi produzida pela CreativeOndemanD.
Vi no Ads of the World (aconselho vivamente uma visita a este site) uma campanha da Amnistia Internacional sustentada no propósito de alertar consciências para o facto de muitas pessoas continuarem a ser injustamente encarceradas por questões ideológicas. A acção de guerrilha, criada pela agência polaca TBWA, denuncia concomitantemente as condições desumanas que muitos desses presos inocentes enfrentam por este mundo fora. No cartaz pode ler-se: “Thousands are held prisoners for their beliefs in places worse than this. Write until you free them all”. Traduzindo: “Milhares são mantidos prisioneiros pelas suas crenças em locais piores que este. Escreva até que os consiga libertar a todos”.
Vi no blog “I believe in advertising” um artigo com um vídeo que retrata uma triste realidade: a violência doméstica.
Produzido pela agência canadiana Publicis, o anúncio pertence à Family Services of Greater Vancouver, uma Organização Não Governamental de Vancouver que dedica os seus esforços no auxílio à comunidade, com especial enfoque na violência familiar. A campanha estende-se à televisão e tem igualmente um site próprio.