14 Setembro 2007 por Helder Encarnação
Voltemos às cervejas. Depois do artigo “Mini-Market(ing)” e do “Sai uma Sagres do Iceberg!“, é altura para algo verdadeiramente original. Trata-se de uma acção da Heineken, desenvolvida pela agência holandesa De Combinatie van Factoren, que consiste na apresentação de uma caixa promocional composta por 6 latas de cerveja e duas colunas de som.
Estas pequenas colunas (68×115x87 mm) – que se parecem com uma grade de 24 garrafas da marca – podem ser ligadas a qualquer computador ou directamente a um leitor de mp3.
Segundo o Marketrix,
O objectivo da promoção é criar um prémio que associe a marca à música e seja um daqueles famosos “wannahave” (objecto de desejo que todos querem ter).
E esta, hein?

Partilhar
Se é novo por aqui, subscreva o feed RSS do blog. Obrigado pela visita!
Colocado em Diferenciação do Produto, Heineken, Wannahave | 1 Comentário »
13 Setembro 2007 por Helder Encarnação
No artigo “Mulheres: Estão num período fértil?” falámos dos termos diferenciação, e vantagem competitiva. Vimos que para a sobrevivência de uma marca face a uma concorrência cada vez mais feroz, é imperativo criar formas de diferenciação da mesma, em função das suas vantagens competitivas que se traduzem, como o próprio nome sugere, numa vantagem que a empresa possua em relação à concorrência.
Nesse artigo vimos como analisar o período fértil das mulheres usando um telemóvel. Neste, vamos ver como analisar o nível de stress, de felicidade e infelicidade de uma pessoa, através de uma máquina de gelados.
Apresento-vos Demitrios Kargotis. Trata-se um inventor do Reino Unido que criou uma máquina de gelados que avalia o estado emocional das pessoas. Na prática, quem pretender um gelado da Dr. Whippy, deverá submeter-se primeiramente a uma série de perguntas que visam analisar níveis de stress na voz, medindo simultaneamente o grau de felicidade e infelicidade de quem procura umas calorias extra.
O melhor de tudo: quanto mais infelizes demonstrarem ser os gulosos, mais quantidade de gelado a máquina dá…
Ele há invenções para todos os gostos. Gostos? Ah! Para mim de morango ou chocolate…

Fonte: Gizmodo
Partilhar
Colocado em Diferenciação do Produto, Vantagem competitiva | 1 Comentário »
12 Setembro 2007 por Helder Encarnação
Acabei de ver o jogo da selecção nacional de futebol. Não vou aqui falar do resultado nem da complicação das contas do apuramento para o Campeonato Europeu de Futebol do próximo ano. Vou falar do soco de Scolari. Para quem não sabe (haverá alguém que não sabe?!), no final do jogo Portugal-Sérvia os ânimos exaltaram-se e Scolari, alegando que estava a defender o jogador Ricardo Quaresma, agrediu o atleta sérvio Ivica Dragutinovic.
Como o tema central deste site é marketing e não futebol, importa aferir que consequências a este nível recairão sobre o seleccionador nacional de futebol.
Luiz Felipe Scolari é dos rostos principais das campanhas da Caixa Geral de Depósitos, tendo já feito vários anúncios para a instituição bancária. Obviamente a boa imagem do seleccionador é imperiosa para que a marca tenha usufrutos da sua utilização.
Também ao nível das Relações Públicas não me parece que Scolari tenha estado bem. Antigamente é que havia o hábito e
a tentação de se refutar tudo. Para mais, o incidente está filmado e fotografado. Scolari afirmou:
É mentira. Não toquei nem encostei no rapaz apenas defendi o Quaresma. E para isso tive que abrir os braços. Tentei afastar o sérvio do Quaresma
Fonte: SIC Online
Julgo que os Relações Públicas da Federação Portuguesa de Futebol e do próprio treinador terão aqui algo trabalhoso em mãos. Como “limpar” a imagem do técnico brasileiro? Que consequências terá a atitude irreflectida de Scolari? Irá a Caixa Geral de Depósitos suspender as campanhas que tem com o “Felipão”? Que atitudes deverão tomar os gestores de imagem do treinador? Não nos esqueçamos que Scolari poderá correr o risco de ser suspenso ou, num caso mais grave, ser expulso de qualquer actividade ligada ao futebol.
Partilhar
Colocado em Relações Públicas, Scolari | 2 Comentários »
11 Setembro 2007 por Helder Encarnação
No diário Correio da Manhã do último Domingo, um artigo referia que a edição desse dia do jornal Los Angeles Times trazia no seu interior um anúncio “scratch and sniff” (raspe e cheire). Este tipo de publicidade faz exactamente o que o nome sugere. Cheira-se. Neste caso, o cheiro era a bolos acabados de sair do forno (!). Tratava-se da promoção ao filme “Mr. Magorium’s Wonder Emporium” que estreia em Novembro próximo e cuja história está centrada numa loja de brinquedos.
Refere o Correio da Manhã:
“Estamos a tentar ser mais criativos. Queremos manter-nos relevantes e assegurar o interesse dos leitores”, explicou ao The New York Times o vice-presidente para a área do entretenimento e publicidade do LA, Lynne Segall. O LA Times é um entre vários outros jornais que tentam captar anunciantes através desta moda das fragrâncias. A quebra no retorno ao nível da publicidade (cada vez mais direccionada para os meios online) é uma das principais razões das dificuldades económicas enfrentadas por grupos de comunicação social […]
Pese embora não seja a primeira vez que uma campanha deste género é realizada, parece-me que paulatinamente este género de acções vai obtendo o seu espaço. Com a generalizada descrença no marketing tradicional, urge recriar conceitos e inventar novas formas de promoção de produtos ou serviços.
Aconselho a leitura destes artigos relacionados:
Em 2006, a cidade de São Francisco proibiu anúncios com cheiro a bolacha de chocolate…
A rede de fast-food KFC está a realizar nos EUA uma acção que coloca o cheiro de um de seus pratos nos corredores de empresas…
Partilhar
Colocado em Publicidade | 1 Comentário »
10 Setembro 2007 por Helder Encarnação
Li no PubADdict um artigo que fala de uma campanha, da responsabilidade dos Repórteres sem Fronteiras, baseada numa imagem fortíssima e incrivelmente simbólica. Foi lançada numa altura em que se preparam os Jogos Olímpicos de 2008, que se realizam em Pequim, capital da República Popular da China.
Atentemos nos dois elementos que primeiramente saltam à vista: anéis olímpicos e algemas. Os anéis, símbolo dos jogos olímpicos desde o início do século XX, aparecem sob a forma de algemas que são, obviamente, sinónimo de falta de liberdade, de prisão, em clara alusão ao desrespeito pelos direitos humanos na China. Paradoxalmente, os anéis olímpicos são universalmente reconhecidos como símbolo de igualdade, liberdade, e harmonia entre os seres humanos.
Se repararmos nas cores patentes na imagem, poderemos tirar também outras ilações. Vermelho poderá perfeitamente simbolizar sangue, derramado na luta pela libertação das correntes tirânicas, por contraste com o negro do medo, da opressão.
A acção dos Repórteres sem Fronteiras pretende, então, beneficiar do mediatismo do grande acontecimento do ano vindouro para reclamar liberdade de expressão e de imprensa no território chinês.
A imagem fala por si. Simplesmente genial.

Partilhar
Colocado em Consciencialização Social | 1 Comentário »