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Ampulheta de Sangue

No artigo de anteontem, “Morte às Armas”, observámos como uma campanha poderá porventura ter a potencialidade de consciencializar as pessoas mais até do que qualquer norma ou lei imposta.
Neste artigo, publicado no aletp, verificamos novamente a força visual de uma campanha que, neste caso, tem o intuito de incentivar a dádiva de sangue. A acção é do centro sanguíneo de Shanghai, a maior cidade da China. O objecto da campanha é uma ampulheta, com uma areia vermelha, simbolizando o sangue.
Vejam a imagem e comentem.
Ampulheta com areia vermelha simbolizando sangue

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Mini-Market(ing)

O mundo das cervejas tradicionalmente chamadas de mini anda à procura de novos mercados e de um novo posicionamento. Desde há uns tempos para cá que a mini se vem associando a eventos que concentrem jovens, transmitindo-lhes uma imagem renovada da “pequenina” cerveja.
Atente-se no caso da Sagres. A Central de Cervejas convidou a Dasein para conceber uma edição comemorativa dos 35 anos da Mini Sagres. A edição foi pomposamente chamada de Designer’s Edition (repare-se no aspecto fashion da coisa e na tentativa de captar nova atenção do mercado). A Mini Sagres tem, igualmente, um site dedicado a um conceito apelidado de Sagres Mini Movment.

Mini Sagres - Designer's Edition

Depois, a Mini está a ser cunhada de outra imagem: “refrescante”. Com efeito, a ideia “refrescante” é utilizada pelas duas marcas de cerveja que dominam as vendas, a Sagres e a Super Bock, nas suas campanhas mais recentes.
Concentremo-nos agora na Super Bock Mini, que alcançou uma quota de 18% este ano. A Unicer, para tentar ganhar ainda mais quota de mercado lançou, a 16 de Agosto, um filme publicitário de nome “Casal” sob o lema “A rapidinha que refresca”.
Tirando a ligação óbvia com o tema sexo, o que me saltou à vista foi o trocadilho “rapidinha” associado ao Alentejo, região erradamente ligada à lentidão das suas gentes. Parece-me muito batido o trocadilho… Mas o que o anúncio tem de curioso é o facto para o qual o Sérgio (vejam o seu site de receitas vegetarianas) me elucidou: o vídeo decorre ou simula decorrer no Alentejo, região que bebe maioritariamente mini da Sagres…
Vocês tiram as vossas ilações.
Além do canal de comunicação televisivo, esta campanha, cifrada em cerca de 3,5 milhões de euros, terá também cerca de 12 mil outdoors, publicidade na imprensa e na Internet.
Leiam este post do Napoleão Mira: “O elogio da mine“… É tão delicioso como uma mini fresquinha…

Morte às Armas

Já aqui falámos noutro artigo que o Marketing não trabalha somente para benefício das marcas. E este artigo é mais uma prova disso.
A Choice FM, rádio Londrina especializada em Hip Hop e R&B, encomendou à Abbott Mead Vickers BBDO – uma das maiores agências publicitárias britânicas – um vídeo que apelasse a consciência social para o flagelo dos crimes com armas de fogo no Reino Unido.
O vídeo, lançado sob o slogan “Stop the bullets. Kill the gun” (”Pare as balas. Mate a arma”), foi produzido pela Therapy Films, e mostra uma bala a atravessar, num efeito impressionante de câmara lenta, um ovo, um copo de leite, uma maçã, uma garrafa de ketchup, uma garrafa de água e uma melancia, para nos chocar no fim.
Leiam mais sobre esta campanha aqui, no site oficial da rádio.
Fiquei arrepiado a ver o filme. Vejam e dêem a vossa opinião.

Pénis Pequeno a Grande Velocidade

A RTA, acrónimo para Roads and Traffic Authority, é a autoridade governamental da Austrália que faz a prevenção rodoviária de Nova Gales do Sul, o mais populoso estado australiano.
Na Austrália como em Portugal, o problema do excesso de velocidade atinge proporções preocupantes, pelo que importa consciencializar os condutores.
Em Portugal já assistimos a muitas acções para prevenir o excesso de velocidade que desemboca, muitas vezes, em acidentes. Alguns anúncios até são bastante fortes, incluindo mesmo cenas de acidentes e feridos.
Na Austrália também já foram realizadas campanhas deste género. Porém, lá como cá, parece que mesmo por muito fortes visualmente que os anúncios sejam, não assumem as repercussões que supostamente deveriam.
A RTA teve então uma ideia genial: através de um vídeo, insinuam que os motoristas que ultrapassam os limites de velocidade o fazem porque têm o pénis pequeno. Como? No vídeo da campanha, vêem-se mulheres mostrando aos condutores que excedem a velocidade o seu dedo mínimo dobrado, num gesto de reprovação que, no seio dos jovens de Nova Gales do Sul, tem a conotação de pénis pequeno.

Segundo este artigo da BBC Brasil, a iniciativa custou 1,9 milhões de dólares australianos e é dirigida principalmente a um público-alvo de jovens do sexo masculino com idades entre os 17 e os 25 anos.

A campanha terá anúncios na TV e no cinema sob o slogan “Alta velocidade. Ninguém te acha grande”; cartazes em paragens de autocarro e um anúncio na Internet oferecendo preservativos “extra extra pequenos” aos que gostam de ultrapassar a velocidade.

Estou muito curioso para ver os resultados destas acções.
Será que esta alternativa de “insultar” os condutores resultará melhor que as tradicionais campanhas? O que pensam sobre isto? Os condutores portugueses seriam sensíveis a algo do género?

Millennium bcp: Marca em Risco?

Julgo que não será novidade para ninguém a crise que o Millennium bcp tem vindo a atravessar, até pela exposição mediática do caso.

Não é minha intenção extrapolar aqui as razões da crise que aflige o maior banco privado do país, mas sim analisar os impactos da crise ao nível do Marketing. Segundo este artigo do Diário Económico, o banco estará já a perder clientes e contratos para os seus principais concorrentes, principalmente ao nível das áreas de financiamento a grandes empresas.

No entanto, num artigo do Diário Económico na sua edição de ontem, vários especialistas em Marketing afirmam que a crise não afectará a quota de mercado do banco, tampouco a marca. Quando muito, afectará a imagem.

Um excerto do artigo:

Uma marca não se constrói num ano e não se destrói num dia, dizem os ensinamentos do Marketing, recordados por Carlos Coelho, presidente da Ivity, contactado pelo Diário Económico, para comentar os danos que esta crise terá trazido à imagem do Millennium bcp.

A maioria dos entrevistados afirma que, nesta fase, é escusado fazer comunicação para já. O ideal será deixar passar a tempestade e, na bonança, esclarecer os clientes actuais e tentar cativar os potenciais.

Apenas um dos inquiridos afirma que deverá ser feita uma campanha desde já para que se possa minimizar os efeitos da crise.

Uma coisa é certa: a marca é certamente das mais reconhecidas do país, e parece-me óbvio que o banco será sempre afectado por uma situação deste género.

Qual a vossa opinião? A marca resistirá a estas contrariedades? E vós, leitores clientes do Millennium bcp, tendes alguns receios?

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