3 Junho 2008 por Helder Encarnação
Por vezes analiso empresas com planos de marketing bastante fortes, concisos e coerentes mas que pecam num ponto comum: esquecem-se dos instrumentos de controlo das acções de marketing definidas no plano. Eis formas de medir a estratégia delineada:
Análise de Vendas
Utiliza-se para medir e analisar as vendas actuais relacionando-as com os objectivos de vendas. Este instrumento incorpora dois métodos específicos: sales-variance analysis e microsales analyses. Enquanto que o primeiro método mede a contribuição de diferentes factores numa falha nas vendas, o segundo tem em conta o próprio produto e o território onde está a ser vendido para justificar um possível decréscimo nas vendas.
Análise da Quota de Mercado
Este instrumento incorpora três métodos específicos: overall market share que analisa a percentagem de vendas da empresa tendo em conta a percentagem total do mercado de vendas; shared market share que apresenta as vendas expressas em percentagem tendo em conta o mercado que se pretende servir (que querem e podem adquirir o produto); e relative market share que estabelece uma comparação entre a percentagem da empresa e o seu mais forte competidor.
Análise de Despesas e Vendas
É um plano anual que assegura que a empresa não está a gastar mais do que deve só para atingir os seus objectivos.
Análise Financeira
É um instrumento utilizado para identificar os factores que afectam o lucro da empresa, apenas com a validade de um ano.
Análise dos Resultados por Mercado
É um instrumento utilizado para reflectir a actuação e adverte para possíveis sinais alarmantes.
O método customer-performance scorecard demonstra como é que a empresa está ano após ano, baseando-se em medidas relacionadas com os clientes como: novos clientes, clientes insatisfeitos, clientes perdidos, qualidade do produto, qualidade do serviço, target market awareness e target market preference.
Deve-se estabelecer normas para cada medida e devem ser tomadas atitudes quando os resultados não são satisfatórios.
Através da stakeholder-performance scorecard a empresa poderá analisar a satisfação de vários aspectos que têm um factor essencial no impacto do desempenho da empresa: empregados, distribuidores, retalhistas, fornecedores e accionistas.
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30 Maio 2008 por Helder Encarnação
Ontem, durante um jantar, discutimos sobre edições limitadas e os efeitos psicológicos que conferem aos consumidores.
O facto de um produto ser lançado em edição limitada dá a sensação de escassez do mesmo. Dá a sensação de exclusividade.
As pessoas gostam de exclusividade, de se sentirem parte de um núcleo peculiar onde só os especiais têm acesso. Gostam, também, de contar aos amigos o bom negócio que fizeram com aquele produto que mais ninguém conhece. Gabam-se de terem o número 999 de uma edição limitada de 1000 garrafas de vinho.
Mas atenção: não se deve abusar. A edição limitada deve ser limitada. Não convém que se torne banal, não é?
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27 Maio 2008 por Helder Encarnação
Clutch é, pasme-se, uma carteira. Ou uma bolsa. Ou uma mala.
Este é um excerto acabadinho de sair da revista Activa deste mês (sim, admito… estava na cabeleireira e li…)
É que as clutches são as companhias ideais para sair à noite. Sabem todos os segredos das estrelas. Não há ninguém que apareça com uma mala maiorzinha. Suficiente pequenas para caberem na mão, e suficientemente grandes para levarem o essencial, há de todas as cores, materiais e feitios. Regra única: não há regras. Já nem sequer é essencial que combine com os sapatos. […]
É impressionante como um bom marketer sabe sempre embrulhar os produtos com uma embalagem de sonhos e histórias que queremos e escolhemos ouvir, acreditar e divulgar, não é?
Na maioria das vezes, compramos uma história associada a um produto, não apenas o próprio produto.
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24 Maio 2008 por Helder Encarnação
Acreditem: o marketing-mix já não é o que era. O P de Promotion (comunicação, em português) sofreu enormes alterações nos últimos anos, essencialmente porque os media tradicionais passaram a ter cada vez menos importância neste âmbito.
Em relação à televisão, a possibilidade de escolhermos evitar a comunicação de marketing surgiu com o zapping. O comando remoto da caixinha que mudou o mundo apertou como nunca o cerco à comunicação tradicional. Também a massificação da TV por cabo conferiu ao espectador mais liberdade de escolha, limitando a acção do P de Promotion.
Depois surgiu a Internet. O seu advento conferiu às pessoas a possibilidade de assistirem aos mesmos e a mais conteúdos que na televisão. A web trouxe igualmente a possibilidade de saltar a parte da publicidade e ir directamente aos temas que interessam ao consumidor. Esta situação é obviamente temível para as marcas que ainda não tem uma integração na grande rede global. Para mais, como sabemos, cada vez mais a publicidade tradicional faz menos efeito.
Com o advento das redes de social-networking, o mercado agitou-se uma vez mais. Quando algumas empresas já haviam delineado estratégias de integração ao nível da promoção, as regras do jogo alteraram-se ainda mais um pouco.
Que futuro?
Uma das vantagens competitivas do Wordpress são as entradas agendadas. Esta é uma deles. Eu não estou cá, porque hoje é o dia mais feliz das nossas vidas.
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21 Maio 2008 por Helder Encarnação
Conheci no Sapo Notícias um dos novos projectos do gigante Google. Trata-se do Google Health, um serviço que possibilita aos seus utilizadores reunir on-line o respectivo historial clínico. Claro está que a grande vantagem é permitir ao subscritor aceder aos seus relatórios médicos através da Internet onde quer que esteja.
E cito:
O objectivo deste serviço é permitir aos utilizadores o controlo do seu próprio historial clínico, armazenando dados sobre as suas radiografias, resultados de análises, número de internamentos em que hospitais, a medicação que toma, entre outras funcionalidades.
A vantagem para o utilizador é poder consultar os seus dados médicos em qualquer computador e facultá-los, de imediato, a um clínico ou hospital e acelerar diagnósticos e prescrever tratamentos em qualquer parte do mundo.
“O Google Health oferece aos utilizadores uma forma segura de recolher, armazenar e utilizar o seu historial clínico. Quantos de nós já pudemos ver, ou ter nas mãos, o nosso historial médico?” questionou Marissa Mayer, do Google, que considerou ser inadmissível os doentes não terem na sua posse uma cópia desse historial.
O passo dado pela empresa originou muitas dúvidas devido aos possíveis riscos para a confidencialidade dos dados médicos dos doentes.
Em resposta, o Google afirmou que a plataforma de acesso ao Google Health é totalmente independente da plataforma que permite aos utilizadores navegar no motor de pesquisa do Google.
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