Vi no Ads of the World uma campanha brilhante.
A acção, desenvolvida pela Miami Ad School Europe para a Durex, pretende alertar para um dos maiores flagelos da actualidade, o HIV/SIDA.
Utilizando a frase “Make your life a longer story. Protect yourself against HIV” (traduzindo obtemos algo como “Faça da sua vida uma longa história. Proteja-se contra o HIV”), a publicidade apresenta uma revista com uma história (“When Mary saw John for the first time”) que seguiu dois caminhos distintos.
Genial.

11
Dez 07
Durex: Make your life a longer story
09
Dez 07
Cigarro de brincar
Já aqui falei de campanhas antitabaco algumas vezes: É proibido fumar; Creme facial com extractos de tabaco; Tabaco: arma pronta a disparar.
Hoje vou falar de mais uma da qual gostei muito.
Encomendada pela Nicorette à agência austríaca Draftfcb Kobza, a campanha utiliza a frase “Everything you do affects your children. Stop smoking with Nicorette.” (traduzindo obtemos algo como “Tudo o que você faz afecta os seus filhos. Pare de fumar com Nicorette.”).

05
Dez 07
Marketing à la Charneco
Admiro aquelas pessoas que fazem marketing naturalmente. Não precisam de estudar o conceito e todos os seus componentes, recorrer a livros da especialidade, auscultar conselhos do Kotler, fazer benchmarking, ler blogues, o diabo a sete.
Nada. É tudo natural.
Um desses exemplos é um magnífico restaurante que conheço chamado O Charneco. Localiza-se em Estombar, uma vila algarvia instituída a meio caminho entre Lagoa e Portimão. Charneco é o apelido do dono do estabelecimento, anfitrião sorridente e sempre presente na recepção aos seus clientes.
Porque razão ficou este local sobejamente conhecido? Por duas razões essenciais: a primeira, porque é muito bom. A segunda deve-se a um hábito do seu proprietário.
Ao invés do trivial Bom apetite, o Charneco desejava (não sei se continua a desejar) a alguns seus amigos clientes um estridente porém afectuoso “Comam cabrões!”. (No Algarve, cabrão não tem sempre um sentido pejorativo. Só o ganha quando coadjuvada por um tom de voz ríspido e situação adversa em que é empregue, obviamente. Per si não é tido como um palavrão. A propósito, leiam o artigo Outra pronúncia de Valdemar Cruz ao Expresso do dia 1 de Novembro de 1998, aqui reproduzido no Ciberdúvidas.)
A frase – convenhamos que sui generis e, ainda por cima, dita por um responsável de um estabelecimento – tornou-se tão popular que o Charneco viu-se obrigado a fazer t-shirts com a célebre expressão. Com isto, granjeou ainda mais popularidade. Mas não se ficou por aqui: decidiu conquistar outros mercados. Adquiriu mais camisolas a dizer “Eat you motherf***ers”. O sítio foi ganhando ainda mais fama. Como bom marketer, o Charneco não descurou da qualidade do seu restaurante em virtude do sucesso: continuou, paulatinamente, a melhora-lo.
Ao almoço, o restaurante mantém o seu carácter Casa de Pasto; ao jantar, ganha um contorno mais fino: por um preço fixo de € 20 (um pouco mais caro que o almoço), temos à escolha uma grande variedade de entradas tradicionais, prato principal, vinho, sobremesa, café.
A comida é deliciosa. Vale mesmo a pena uma visita.
Já agora, leiam o artigo Restaurante Charneco – Estombar: Sem escolha do freguês que Mafalda César Machado fez para o Lifecooler.
03
Dez 07
Phone-ix. Phone-ix!?
Sim, Phone-ix. Lembram-se daquela campanha da TMN em que se dizia “Karga nisso”? (Um aparte: será que a adopção da letra “K” é assim tão necessária? Já vi dezenas de produtos que substituem o natural “C” por um “K”. Será melhor em termos de Branding?)
Pois bem, o “Karga nisso” era direccionado a jovens. Segundo o que tenho lido, parece que o Phone-ix também. Para quem não sabe, Phone-ix é o nome do novo operador móvel nacional. Pertença dos CTT, utilizará a rede da TMN e terá o prefixo 922. Em termos de placement, não me parece haver grande problema; as estações dos correios e os agentes PayShop serão os postos de venda.
O nome será certamente bastante falado. Aliás, já o é. Há muita gente a dizer “Fónix”, a interjeição que inspirou o Phone-ix. Porém, daí a dar esse nome à marca, parece-me um pouco arriscado. É esperar para ver.
Não obstante, não sei até que ponto a ideia do produto se disseminará entre outras faixas etárias que não a mais jovem. Não estou sinceramente a ver a minha mãe como cliente Phone-ix. E a minha mãe usa Yorn, e é também dirigida a jovens. Percebem o meu ponto de vista? ![]()
Bom, aqui fica um dos vídeos da campanha:
