Produz melhor quem se comunica melhor
Set 30th, 2008 por Marcilene Forechi
Este é um guest post de Marcilene Forechi, Jornalista, mestre em educação, docente do curso de “Gestão da Comunicação Organizacional” da Escola de Serviço Público do ES (Esesp) e do curso de pós-graduação Gestão de Seguros da Univix/Escola Nacional de Seguros, assessora de imprensa do Sincor-ES e editora da Revista Sincor-ES.
Poderá contactar a autora pelo e-mail marcileneforechi [arroba] terra [ponto] com [ponto] br
Já se transformou em lugar comum falar na importância da comunicação para o mundo dos negócios. A idéia para quem ouve e para quem fala parece muito simples: se todos nos comunicamos, então, não é difícil estabelecer uma comunicação eficaz no plano profissional. Afinal, se comunicar é inerente à condição humana, todos entendemos de comunicação e isso nos torna, conseqüentemente, especialistas no assunto. Essa idéia acaba por levar profissionais de todas as áreas a negligenciarem a comunicação, colocando-a em segundo plano ou esquecendo-a totalmente.
A verdade é que, de fato, todos nos comunicamos e a comunicação é fundamental para o sucesso de qualquer negócio. Sendo assim, a questão é: por que é tão difícil falar em comunicação e estabelecer parâmetros mínimos que elevem o padrão dos relacionamentos nas empresas e entre profissionais com seus diversos clientes? Responder a essa questão envolve a compreensão do que é comunicação e da forma como se dá o ato comunicativo. Essa reflexão é tão importante quanto necessária para profissionais que querem se comunicar melhor e não apenas embarcar na onda “da importância da comunicação” sem entender o que isso significa e sem empreender qualquer movimento que leve a processos melhores de comunicação.
Comecemos por tentar entender o que vem a ser comunicação, quando ela ocorre e qual sua real importância no mundo dos negócios. O simples ato de trocar informações, necessariamente, não implica em processos de comunicação eficaz. Há, na vida de diversos profissionais que lidam com clientes e entre gestores no mundo corporativo uma idéia de comunicação linear, com as figuras do emissor e do receptor ocupando o centro do processo e de forma estanque. Essa concepção de comunicação considera apenas o suporte utilizado naquele ato comunicacional e a mensagem do ponto de vista do emissor.
Isso não é suficiente. Para que a comunicação seja considerada eficaz é preciso levar em conta outros elementos envolvidos, como o ambiente, os gestos, a linguagem, o contexto, a predisposição à recepção, a intencionalidade (do receptor e do emissor), a motivação dos agentes envolvidos e outros fatores subjetivos ligados à visão de mundo dos interlocutores, seu nível sociocultural, suas crenças, etc. Todos esses elementos interferem nas diversas formas de comunicação, que deve ser vista não apenas como um instrumento para se alcançar sucesso, mas como condição para o sucesso.
É possível perceber entre profissionais dos diversos segmentos do mercado interesse crescente pelo assunto e disposição para empreender formas de melhorar a comunicação. É possível perceber também que muitos desses esforços esbarram na falta de conhecimento do assunto ou na suposição de que trata-se de um tema tão banal que dispensa longos períodos de reflexão. Por isso, talvez, seja comum a confusão que se faz entre uma atividade produtiva e o produto oferecido por ela no mercado; entre o marketing e a propaganda e entre esta e a publicidade; ou ainda entre divulgação de produtos e divulgação de idéias.
A comunicação para quem trabalha com vendas, principalmente, deve voltar-se para as idéias que são oferecidas e para a forma como estas idéias podem ir ao encontro das motivações e dos interesses dos seus clientes. Motivação, interesse, necessidade, crenças. É preciso saber muito mais sobre um cliente do que apenas qual o tipo de serviço ou produto que ele precisa. Conhecer o cliente envolve processos comunicativos muito mais complexos do que apenas aqueles que giram em torno das tradicionais perguntas e respostas sobre suas necessidade imediatas. A comunicação, entendida como um processo e não apenas como uma série de ações isoladas, pode ser o primeiro passo para o livre trânsito das idéias e, conseqüentemente, para a concretização de bons negócios.
Este é um guest post de Marcilene Forechi, Jornalista, mestre em educação, docente do curso de “Gestão da Comunicação Organizacional” da Escola de Serviço Público do ES (Esesp) e do curso de pós-graduação Gestão de Seguros da Univix/Escola Nacional de Seguros, assessora de imprensa do Sincor-ES e editora da Revista Sincor-ES.
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[...] Nacional de Seguros, assessora de imprensa do Sincor-ES e editora da Revista Sincor-ES, escreveu um guest post fabuloso para o meu blogue de marketing. Não percam! Aqui fica um excerto para aguçar o apetite: [...]
Obrigado Marcilene, é uma honra ter um artigo seu aqui no blogue!
Muito bom texto. Parabéns.
Obrigado Carlos. A Marcilene está de parabéns!