Subliminar, meu caro Watson
Abr 27th, 2008 por Helder Encarnação
O ano de 1957 marca uma viragem no campo do marketing. Nesse ano, James Vicary, um especialista americano em marketing, lança para o debate público o conceito de mensagem subliminar. Obviamente que mensagens subliminares sempre existiram, mas quem teve a ideia luminosa de ver ali um potencial estratégico de negócio foi Vicary. Registou a patente, e fez de algo natural um negócio.
Como o próprio nome indica, mensagem subliminar é a que é direccionada para abaixo do limiar consciente, ou seja, para o nosso subconsciente. Consequentemente, é possível estarmos a ver algo e o nosso subconsciente estar a captar uma mensagem que, à primeira vista, o consciente não entende.
Casos de mensagens subliminares não faltam. Venham daí esses exemplos!
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Na realidade, não existe qualquer sustentação científica para a hipótese da publicidade subliminar. O pseudo-estudo de Vicary não passou de uma falcatrua de charlatão. Nunca se conseguiu replicar os resultados e Vicary acabou por assumir que estes eram falsos.
A activação subliminar existe de facto mas, até ao momento, não existem provas de que uma simples exposição publicitária, do género “comprem xpto”, tenha qualquer tipo de influência no comportamento dos consumidores. Existe a necessidade de se tratar de um estímulo já apreendido pelos sujeito e inserido nos seus scripts psicológicos para ter algum tipo de efeito.
Olá Bruno!

Obrigado pelo teu comentário! Estava a ver que ninguém se lembrava da história da pipoca e da Coca-cola
Lembrei-me de escrever este post ao reler os meus apontamentos da disciplina de Psicologia Social que frequentei na Universidade. Numa das aulas, falámos do Vicary, e lembro-me de alguém ter dito “Vycarista”, depois da docente nos ter dito do desmentido à Advertising Age
Tenho um amigo que diz que a publicidade subliminar é como as bruxas, pode-se não acreditar nelas, mas que as há, há!
De facto, o mito da publicidade subliminar tem levado a que muitas marcas apostem no seu uso. A verdade é que os resultados de estudos científicos em nada suportam o seu uso. É um facto que em determinadas circunstâncias é possível que a apresentação de estímulos subliminares afectem o comportamento das pessoas, mas não da forma orwelliana com que normalmente se retrata este tipo de técnicas.
Esta pequena discussão está a dar-me ideias para um post que tenho em rascunho sobre o tema (já deve ter mofo!). Vou ver se consigo produzir alguma coisa que valha a pena ler.
Sim, estou de acordo, muitas marcas apostam em publicidade subliminar. Os leitores cá do estaminé ainda não aceitaram o repto que lancei
Venham daí esses exemplos!
Força com esse post! Tenho a certeza que será muito bom, a exemplo de todos os outros
As mensagens subliminares são proibidas, mas isso não significa que não sejam usadas. Soube de um caso há alguns anos em que uma publicidade do Partido Democrata nos EUA, que em inglês se escreve DEMOCRATS, aparentemente havia sido adulterada pelo Partido Republicano. No final desse anúncio televisivo aparecia em destaque, mas subliminarmente as últimas 4 letras da palavra DEMOCRATS (RATS) que em português significa ratos. Ou seja, se isto sempre aconteceu, a mensagem subliminar a querer-se fazer passar era a de que os democratas não prestavam, mensagem essa que se alojava no nosso cérebro sem nos apercebermos…
Obrigado pelo exemplo Diogo! Também me lembro dessa situação.